Participação da anfiregulina (AREG) na fisiopatologia da COVID-19

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Caetité, Diego Brito
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17147/tde-13072022-145505/
Resumo: Os casos graves de COVID-19 são frequentemente caracterizados por um grande processo inflamatório que pode levar à falência de órgãos e à morte do paciente. Neste contexto, a anfiregulina (AREG), um fator de crescimento epidérmico semelhante ao EGF, tem sido descrita como importante no processo de reparo por exercer um papel fundamental na mediação dos mecanismos de tolerância. Considerando que a AREG é um fator importante no processo de homeostasia durante e após o processo inflamatório, decidimos investigar seu papel na fisiopatologia da COVID-19. Para isso, utilizamos amostras de PBMCs, de autópsias pulmonares e lavado traqueal de pacientes com COVID-19 (leve, moderada e severa) e comparamos a presença de AREG por RT-PCR, imunofluorescência e ELISA com base em grupos controle. Além disso, usamos um modelo experimental de infecção usando como base camundongos K18-hACE2 para entender o papel do AREG na fisiopatologia da COVID-19, também bloqueamos a sinalização do EGFR com intuito entender como os sinais emitidos por esse receptor se relacionam com a doença. Observamos que os níveis de AREG em PBMCs de pacientes com COVID-19 estavam elevados em comparação aos doadores saudáveis e que, este aumento, estava correlacionado com manifestações clínicas mais graves, com um provável desfecho de morte, também observamos um aumento das concentrações de AREG no lavado traqueal de pacientes hospitalizados e no homogenato do pulmão, bem como uma coloração intensa na imunofluorescência de autópsias pulmonares de pacientes que morreram de COVID-19. Vimos também que no modelo experimental de infecção, o AREG estava em altos níveis, assim como outros mediadores inflamatórios. Além disso, o bloqueio da sinalização do receptor AREG melhorou os sinais clínicos da doença no modelo de experimental. Em resumo, nossos dados indicam que o AREG está envolvido no processo fisiopatológico desencadeado pelo SARS-CoV-2 e está relacionado com a gravidade da doença.