Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Frascino, Alexandre Viana Monteiro |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-08112019-155809/
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Resumo: |
Foi realizado um estudo do tipo caso-controle para estudar o crescimento e desenvolvimento craniofacial em pacientes pediátricos transplantados de medula óssea. O grupo caso incluiu radiografias panorâmicas da face de 25 pacientes submetidos ao transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) durante a infância. O grupo controle foi pareado por sexo e idade. Foram avaliadas a relação maxilomandibular, as proporções anatômicas da mandíbula e a densidade óssea relativa por meio de índices radiomorfométricos. A cronologia de erupção dentária foi estimada empregando o estágio de Nolla. Antecedentes médicos e odontológicos, diagnóstico oncológico primário, quimioterapia, radioterapia, origem do TCTH, peso e altura foram obtidos de registros dos prontuários médico-odontológicos. A análise estatística empregou o teste t de Student e o teste qui-quadrado. Dos 25 pacientes incluídos no estudo, 16 eram do sexo masculino e 9 do sexo feminino. A idade média foi de 12,2 anos (±4,72 anos, min.: 4; max.: 15). A leucemia linfoblástica aguda foi o principal diagnóstico (n=14, 56%), seguida pela leucemia mielóide aguda (n=9, 36%) e pelas síndromes mielodisplásicas (n=2, 8%). Ciclofosfamida (22%), fludarabina (12%) e busulfano (6%) foram os principais quimioterápicos administrados, em diferentes combinações. Oitenta por cento dos pacientes receberam radioterapia (1200cGy). Os pacientes foram transplantados em média aos 10 anos de idade (±3,87 anos, min.: 6; max.: 14) e as imagens radiográficas obtidas, em média 2,43 anos após o TCTH (±2,05 anos, min.: 6 meses; max.: 7 anos). A comparação da extensão súpero-inferior do ramo mandibular demonstrou diferença estatisticamente significante (p=0,0032; caso: 40,92mm; controle 46,75mm). Também houve diferenças estatísticas na comparação apenas entre os indivíduos acima de 12 anos (p=0,0178; caso: 44,75mm; controle: 51,95mm). Não houve diferença estatisticamente significante na comparação entre os indivíduos abaixo de 12 anos de idade (p=0,1304; caso: 35,60mm; controle 40,91). Não houve diferenças estatisticamente significantes nas comparações entre as proporções da mandíbula (pA=0,82; pB=0,74; pC=0,51; pD=0,78). Houve diferença estatisticamente significante nas comparações quantitativas e qualitativas da densidade óssea relativa (p=0,00074; p=0,01499; respectivamente). Houve atraso na cronologia da maturação dentária no grupo caso, porém sem diferença estatisticamente significante (p=0,3686). Observou-se déficit estatural e aumento da média ponderal no grupo caso (Zscore estatura:-0,28; Zscore peso:0,38, respectivamente). Os pacientes pediátricos submetidos ao TCTH podem apresentar alterações no crescimento e desenvolvimento craniofacial e menor densidade óssea relativa em comparação aos seus pares. Mais estudos de longo prazo são necessários |