Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Cahali, Kristine Fahl |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5143/tde-29082024-122349/
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Resumo: |
Introdução: a apneia obstrutiva do sono (AOS), com episódios repetitivos de hipoxemia e reoxigenação, promove um excesso de produção de espécies reativas de oxigênio, alterando o equilíbrio com os agentes antioxidantes e causando o estresse oxidativo, o qual tem um papel central no desenvolvimento da disfunção endotelial e da doença cardiovascular relacionada à AOS. Em pacientes com AOS, a microcirculação da via aérea superior é impactada pela hipóxia intermitente e pela variabilidade da tensão de cisalhamento devido às oscilações repetitivas da pressão faríngea durante o sono. Compreender o remodelamento inicial e os marcadores de AOS na microcirculação podem fornecer uma base para terapias mais direcionadas. Na célula endotelial, o estresse oxidativo desencadeia, seja por processos inflamatórios ou por respostas induzidas pela hipóxia, a transcrição de diversos peptídeos ou marcadores - que sinalizam a disfunção endotelial, caracterizada por um estado de vasoconstrição, pró-trombótico, pró-inflamatório, angiogênico e pró-aterosclerótico. A maioria destes marcadores são estudados no sangue e urina e não são específicos para AOS. Estudar a disfunção endotelial e alterações estruturais na microcirculação da faringe pode esclarecer mais especificamente o impacto da AOS no sistema cardiovascular. Método: analisamos espécimes de tonsilas palatinas arquivadas de 59 pacientes sem obesidade (11 controles não roncadores e sem AOS, 9 pacientes com ronco primário, 17 com AOS leve, 12 com AOS moderada e 10 com AOS grave), obtidas de cirurgias faríngeas. No músculo aderido às tonsilas, avaliamos a estrutura da microcirculação e quantificamos a expressão de marcadores de disfunção endotelial: 8-isoprostano, molécula de adesão celular vascular 1 (VCAM-1), E-selectina, fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), endotelina 1 (ET-1) e molécula específica de células endoteliais 1 (ESM-1, também conhecida como Endocan). Realizamos comparações intergrupos e também intragrupos (entre AOS leve, moderada e grave) e correlacionamos com a gravidade do distúrbio respiratório do sono. Resultados: analisamos 3304 arteríolas de 59 pacientes. A análise intergrupos não revelou diferença significativa na estrutura das arteríolas ou na expressão de marcadores de disfunção endotelial na microcirculação e em toda a área muscular. No grupo AOS, a parede da microcirculação era mais espessa naqueles com AOS grave em comparação com os com AOS leve (p=0,03), caracterizando uma hipertrofia excêntrica da parede dos vasos estudados. Houve correlação positiva moderada entre o índice de apneia-hipopneia (que indica a gravidade da AOS) e a espessura da parede dos vasos no grupo AOS (r=0,363, p=0,025), sem aumento nos marcadores de disfunção endotelial de acordo com a gravidade da AOS. Conclusão: em pacientes não obesos, a AOS grave promove uma resposta proliferativa para fora na microcirculação da via aérea superior sem aumento perceptível na inflamação |