Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
Igayara-Souza, Susana Cecilia Almeida |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-04072011-145947/
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Resumo: |
Estudo histórico que tem por objetivo localizar e analisar a produção escrita por mulheres sobre música, relacionada a diversos contextos educacionais no Brasil, durante as primeiras cinco décadas do século XX. Como fontes, foram consultadas as publicações inventariadas na pesquisa, documentos manuscritos de arquivos históricos, documentos oficiais, periódicos, iconografia e arquivos pessoais de professoras. O 1º capítulo é dedicado a uma visão de conjunto sobre a produção escrita por mulheres sobre música. O capítulo 2 analisa as primeiras décadas e estabelece uma discussão sobre as representações de música brasileira e europeia na educação musical. O capítulo 3 trata da música na escola formal e da participação de mulheres no canto orfeônico, considerando o processo de institucionalização e escolarização da música e o papel da publicação de hinários, cancioneiros e livros didáticos nesse processo. O capítulo 4 aborda a formação de professores e a pedagogia da escola nova, destacando os conflitos na historiografia e na prática do canto orfeônico. O capítulo 5 concentra-se na formação artística, tendo por foco o ensino especializado de música, a presença de mulheres na atividade artística e as representações sobre o feminino. São analisados três exemplos da produção escrita, como dispositivos de inscrição no campo musical. Nas considerações finais, discute-se a função da memória (individual e coletiva) e sua relação com as práticas e as representações encontradas sobre a professora de música (em suas múltiplas atuações). Entre as principais noções e conceitos utilizados estão: campo (principalmente campo artístico), habitus, doxa e capital cultural, de Pierre Bourdieu; práticas, representações e apropriação, de Roger Chartier, bem como sua discussão metodológica (sobre a história do livro e da leitura) e teórica (sobre cultura escrita); estratégias e táticas, de Michel de Certeau, assim como sua análise da operação historiográfica. O conceito de gênero, presente em diversos autores, permitiu tratar a produção escrita por mulheres como conjunto, de forma relacional. Para a história das mulheres, tivemos como principal referência Michelle Perrot. A produção acadêmica em história da educação, sobretudo a brasileira, auxiliou a definição e exploração do tema, assim como as pesquisas musicológicas recentes. Um dos resultados da pesquisa foi um inventário de livros publicados (46 autoras e 100 obras), com a identificação de editoras, instituições, temáticas e modalidades de ensino musical praticadas na primeira metade do século XX no Brasil. Como parte das conclusões, a produção escrita sobre música é vista como intrínseca à profissão docente, utilizada como estratégia de valorização profissional e pessoal. As práticas de leitura e escrita (textual e musical) foram adquiridas no ambiente escolar, no espaço social da família e nas instituições de formação artística. Constata-se uma diversidade de processos de publicação, entre eles: iniciativas particulares das autoras; projetos editoriais, inclusive os patrocinados por governos estaduais ou pelo federal; programas institucionais para provimento de material didático adaptado às exigências legais; requisito formal para o ingresso no magistério superior. |