Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
1977 |
Autor(a) principal: |
Estefanel, Valduino |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11134/tde-20220208-031658/
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Resumo: |
É feita uma revisão bibliográfica sobre o uso da amostragem seqüencial em problemas de controle de pragas e descrita a metodologia para a execução de planos de amostragem seqüencial. As fórmulas, baseadas no processo aproximado de WALD, para calcular os parâmetros das linhas de decisão e os pontos para traçar as curvas da função operatória característica e do tamanho médio das amostras para as distribuições binomial, normal, Poisson e binomial negativa são apresentadas. É discutido também um método prático de truncamento do teste. Foi desenvolvido um plano de amostragem seqüencial para classificar a infestação de lavouras de seja pelas lagartas Anticarsia gemmatalis e Plusia spp em baixa, moderada ou alta. Para conhecer a distribuição espacial da praga obtiveram-se dados de contagem de lagartas em 3 municípios do Estado do Rio Grande do Sul. Em cada local foram examinadas 50 unidades amostrais escolhidas ao acaso, caminhando-se em "zig-zag" numa área de aproximadamente um hectare. Cada unidade amostral constou de 3 seções contíguas de 0,50 m de linha, obtendo-se então unidades de 0,50 m, 1,00 m e 1,50 m de linha, sendo as linhas espaçadas de 0,60 m. Verificou-se que os dados obtidos se ajustavam a distribuição binomial negativa e que o método da máxima verossimilhança para estimar o parâmetro k apresenta algumas vantagens sobre o método dos momentos. Constatou-se também que 50 unidades amostrais em cada lavoura é um número insuficiente e que em próximos levantamentos deverão ser usadas no mínimo 100 unidades. Concluiu-se que a unidade amostral de 1,00 m apresenta maiores vantagens e foi usada para desenvolver o plano de amostragem seqüencial. Para classificar a infestação de uma lavoura em baixa ou moderada, o plano foi delineado para testar as hipóteses M = 15 versus M = 25 lagartas por metro de linha. Para classificar a infestação de uma lavoura em moderada ou alta, o plano foi delineado para testar as hipóteses M = 45 versus M = 60 lagartas por metro de linha. É apresentada uma tabela que permite classificar a infestação das lavouras nas 3 categorias acima, com base no número acumulado de lagartas colhidas. A curva característica de operação e a curva do tamanho médio das amostras também constam do trabalho. Se a infestação da lavoura for considerada baixa não é preconizado o uso de inseticidas. Se a infestação for alta são aconselhadas medidas de controle químico. Se a infestação da lavoura for moderada o uso de inseticidas dependerá do estágio da cultura e do grau de desfolhamento. |