Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Fernandes, Davi de Souza |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11146/tde-10042023-162725/
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Resumo: |
A broca-das-axilas Crocidosema aporema (Walsingham 1914) recentemente ganhou destaque pela ocorrência em cultivos de soja, onde historicamente não é reportada. Contudo, a crescente importância das broca-das-axilas como praga trouxe à tona a escassez de informações a respeito das populações que estão ocorrendo no Brasil, o que juntamente a falta de padronização na nomenclatura adotada para a espécie, e a possível presença de outras espécies de Tortricidae na cultura, levanta dúvidas da real identidade da broca-das-axilas presente em soja, no país. Além disso, a ocorrência onde frequentemente não é encontrada levanta questões acerca da demografia histórica e filogeografia dessa praga. Desse modo, os nossos objetivos foram primeiramente produzir o DNA barcode e avaliar as estruturas taxonomicamente importantes para a caracterização dos espécimes de broca-das-axilas coletados em áreas de soja no Brasil. Adicionalmente, nós estimamos a diversidade genética populacional e os parâmetros demográficos de C. aporema, por meio do sequenciamento de dois genes mitocondriais. As estruturas das asas e das genitálias estão de acordo com a descrição original para a espécie C. aporema. No entanto, a distância genética de 6% entre os indivíduos coletados no Brasil e indivíduos coletados na Costa Rica sugerem a presença de linhagens genéticas distintas para C. aporema nas Américas, separados há pelo menos 1,8 milhões de anos. Assim, não podemos descartar a possibilidade da presença de espécies crípticas, morfologicamente muito similares, ocorrendo de forma alopátrica no Brasil e Costa Rica, nem tampouco descartar a hipótese de uma mesma espécie. Por outro lado, a população presente em soja no Brasil é constituída de uma unidade geneticamente uniforme e com a diversidade distribuída homogeneamente no espaço. Essa população tem passado por um processo de expansão recente, com muitos haplótipos de baixa frequência e apenas dois haplótipos dominantes. Os resultados também revelaram que a expansão e crescimento populacional coincidem com a implementação e o aumento da área dos cultivos da soja no Brasil. Por outro lado, os índices de diversidade e o tempo de expansão semelhantes entre as populações do Sul, Sudeste e Centro-Oeste não possibilitam a inferência das rotas de dispersão histórica da espécie. |