Dengue e infestação do Aedes aegypti no município de Santo André, São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: Laporta, José Luis
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6132/tde-09022021-192946/
Resumo: Objetivos. Descrever o perfil epidemiológico da dengue no município de Santo André e discutir os coeficientes de incidência e índices de infestação do Aedes aegypti. Método. A área de estudo foi o município de Santo André, São Paulo, no período de 1998 a 2002 para os casos de dengue e de 1998 a julho de 2003 para a infestação do Aedes aegypti. Os dados obtidos foram utilizados para cálculo do coeficiente de incidência e índice de infestação mensais e anuais e para descrever a distribuição espacial e temporal. Os registros de temperatura, umidade e precipitação foram utilizados para teste de correlação com a infestação do vetor. Resultados. A incidência mostrou-se maior em indivíduos com idade superior aos 50 anos, não tendo sido verificada diferença na incidência relativa ao sexo. Os casos registrados são importados, sendo a maior parte proveniente da cidade de Praia Grande (52%). A infestação teve seu início na região fronteiriça do município, limite com a cidade de São Paulo. Com relação à incidência de dengue, verificou-se que em todas as áreas nas quais o município está dividido, houve registro de casos importados. A incidência e a infestação foram maiores nos primeiros meses do ano. Foi positiva a correlação entre infestação e temperatura média; a correlação entre pluviosidade e infestação foi baixa e não houve correlação entre a umidade relativa e a infestação do Aedes aegypti. O criadouro com maior freqüência no município foi o vaso. Conclusões. Idade superior aos 50 anos e viagens de lazer ao litoral representaram os maiores riscos nos casos importados de dengue. Em toda a área urbana do município ocorreram casos de dengue e infestação do mosquito. A incidência da doença e a infestação do vetor revelaram uma distribuição sazonal. Os fatores antrópicos revelaram-se importantes na infestação do Aedes aegypti no município.