Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2009 |
Autor(a) principal: |
Cunha, Wilton Darleans dos Santos |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42134/tde-18112009-115338/
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Resumo: |
A desnutrição é capaz de induzir diversas alterações metabólicas afetando marcadamente a composição corporal e o sistema imunológico. O exercício físico, por sua vez, produz alterações no organismo para uma melhor capacidade de adaptação a situações de estresse. O desvio da situação de homeostase produzida pelo exercício físico induz uma reorganização de seus mecanismos funcionais, principalmente dos mecanismos endócrinos e imunológicos. Ainda é pouco conhecida a influência do exercício sobre a desnutrição e também as conseqüências sobre o sistema imunológico quando as duas variáveis são combinadas. Assim, esse trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos do exercício físico de endurance sobre ratos submetidos a um protocolo de desnutrição crônica. Avaliamos ratos Wistar machos, desnutridos por 16 semanas, divididos em 4 grupos: eutrófico sedentário (ES), eutrófico treinado (ET), desnutrido sedentário (DS), desnutrido treinado (DT). O treinamento físico foi realizado em esteira, por 10 semanas, 5 vezes por semana, com intensidade aproximada de 60- 65% do consumo máximo de oxigênio. Avaliou-se a composição corporal, através da aferição do peso corporal, peso dos tecidos muscular esquelético e adiposo, do fígado, do conteúdo de gordura e proteína na carcaça, e a concentração de leptina, ACTH, glicose, insulina, e glutamina no plasma. Avaliamos também, através de citometria de fluxo, os marcadores de superfície celular CD3 e CD4, bem como a celularidade no timo. O consumo máximo de oxigênio e o desempenho através de um teste até a exaustão também foram analisados. A análise estatística utilizada foi o teste de variância ANOVA two-way com pós teste de Bonferroni e, nível de significância adotado de p<0,05. Os resultados encontrados demonstraram que o treinamento de endurance em ratos submetidos à desnutrição crônica promoveu uma acentuada redução do peso e da adiposidade corporal; um aumento da massa muscular relativa ao peso corporal; um restabelecimento da glicemia aos valores normais; uma melhor relação da concentração insulina/glicose, sugerindo uma sensibilidade à insulina aumentada; um aumento dos estoques de glicogênio muscular; um maior consumo máximo de oxigênio; e uma recuperação na morfologia e fisiologia tímica, uma maior resposta proliferativa do baço e linfonodos estimulados com IL2. Concluímos desta forma que o exercício foi capaz de recuperar a morfologia, como também a maturação timócitos CD3 e CD4 e sua celuraridade em ratos desnutridos. A resposta proliferativa à estimulação da IL2 também foi recuperada. |