Análise do sistema estomatognático em indivíduos com esclerose sistêmica pré e pós-transplante autólogo de células-tronco

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Branco, Thamyres
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58133/tde-03102022-151827/
Resumo: Esclerose sistêmica é uma doença autoimune progressiva do tecido conjuntivo, que pode acometer o sistema estomatognático, em especial os músculos mastigatórios e/ou estruturas associadas. O objetivo deste estudo foi avaliar por meio da atividade eletromiográfica dos músculos mastigatórios, força de mordida e pressão de língua e lábios, indivíduos com esclerose sistêmica que realizaram o transplante autólogo de células-tronco. Participaram deste estudo sete indivíduos (média ± DP 40,14 ± 9,67 anos) que foram submetidos inicialmente a análise eletromiográfica dos músculos masseteres e temporais nas tarefas mandibulares em repouso, lateralidade direita e esquerda, protrusão e contração voluntária máxima; força de mordida molar (direita e esquerda) e pressão de língua e lábios. Após dois meses do tratamento, os indivíduos foram novamente avaliados pelos mesmos métodos. Os dados foram analisados pelo teste de medidas repetidas (SPSS 22.0; p ≤ 0,05). Foi observado que após dois meses do transplante autólogo de células-tronco e analisando os valores absolutos, menor atividade eletromiográfica normalizada nos músculos masseteres e temporais em todas as tarefas mandibulares, com diferença significante no apertamento dental em contração voluntária máxima para o músculo temporal esquerdo (p=0,04); menor força de mordida molar máxima (direita e esquerda) e maior pressão de língua. Nossos resultados sugerem que o tratamento autólogo de células-tronco em indivíduos com esclerose sistêmica promoveu alteração na função do sistema estomatognático, especialmente relacionada com atividade eletromiográfica e desempenho muscular lingual.