"A experiência da colostomia por câncer como ruptura biográfica na visão dos portadores, familiares e profissionais de saúde: um estudo etnográfico"

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: Maruyama, Sonia Ayako Tao
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-19052004-195459/
Resumo: O estudo procurou compreender, numa abordagem voltada à dimensão cultural, o significado de ter colostomia por câncer, na visão dos portadores, familiares e profissionais de saúde. Os referenciais teóricos que embasaram tal compreensão foram a antropologia interpretativa de Clifford Geertz e de Arthur Kleinman e o método da etnografia. Os informantes que participaram do estudo foram: doze portadores de colostomia por câncer, cinco familiares e sete profissionais de saúde. Os dados foram coletados por entrevistas semi-estruturadas em forma de narrativas e observações participantes. Pela análise dos dados, identificamos códigos que permitiram a construção de três categorias: a vida antes da colostomia por câncer e o processo de adoecer, a vida após ter uma colostomia por câncer, e o cuidado profissional ao portador de colostomia por câncer e seu familiar. Estas categorias foram integradas em três temas “Ter colostomia por câncer é o destino de cada um", “Ter colostomia por câncer é sobreviver com sofrimento" e “Ter colostomia por câncer é uma questão individual". O primeiro tema aborda a colostomia por câncer como destino, relacionado à crença religiosa. O segundo tema aborda que ter uma colostomia por câncer é um atributo moral relacionado a uma concepção estigmatizada pela sociedade, por isso constitui uma condição de sofrimento. O terceiro tema aborda que a norma social e a biografia de cada pessoa são aspectos culturais que influenciam a experiência do adoecimento como uma situação particular. Finalizando, o estudo possibilitou compreender que o destino, o sofrimento e a individualidade se integram de forma lógica no fenômeno como uma ruptura biográfica, na visão dos sujeitos, que deve ser considerada no cuidado pelos profissionais de saúde.