Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2004 |
Autor(a) principal: |
Benjó, Alexandre Miguel |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-06102014-090632/
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Resumo: |
A aterosclerose é um processo inflamatório crônico e sistêmico, responsável pelo surgimento de eventos cardiovasculares, uma alteração precoce na aterosclerose é a disfunção endotelial. Fatores de risco clássicos, em geral, associam-se a aterosclerose. Porém, cerca de 35% dos coronariopatas não apresentam estes fatores. Estudos têm relacionado concentrações baixas de HDL-C com coronariopatia e disfunção endotelial. Sabe-se também que a lipemia pós-prandial está relacionada alterações na cinética de quilomícrons (QM) e associa-se à doença coronária. Nossa hipótese foi que concentrações baixas de HDL-C, isoladamente, estariam associadas a disfunção endotelial e a diminuição da remoção de remanescentes de quilomícrons; e que o tratamento com niacina de liberação lenta poderia reverter estes efeitos. Estudamos 30 pacientes com HDL-C inferior a 40 mg/dl e 11 controles. Avaliamos a função endotelial por ultra-sonografia de alta resolução da artéria braquial aferindo a dilatação mediada pelo fluxo (DMF) e pela dilatação mediada pelo nitrato (DMN). Avaliamos também a cinética de quilomícrons utilizando a técnica de clearence de quilomícrons artificiais. Idade e altura foram similares em ambos os grupos, porém os pacientes do grupo HDL-C Baixo apresentavam maior peso, IMC e circunferência abdominal. Os pacientes do grupo HDL-C Baixo apresentaram concentrações mais baixas de HDL-C (34,3 +/- 4,6 vs. 50,6 +/- 11,7 mg/dl), p < 0,001. As concentrações de Colesterol Total e LDL-C foram semelhantes em ambos os grupos porém, as concentrações basais de triglicérides e glicemia foram mais elevadas no grupo HDL-C Baixo (113,1 +/- 43,9 vs. 78,9 +/- 35,1; e 96,2 +/- 8,6 vs. 89,9 +/- 7,8), p<0,02 e <0,05 respectivamente. A DMF e a taxa de remoção fracional de colesterol éster (TRF-CE) foram menores no grupo HDL-C Baixo (7,4 +/- 4,1 vs. 12,8 +/- 4,6%; e 0,0036 +/- 0,0051 vs. 0,0122 +/- 0,0084 0,0036 +/- 0,0051min-1), p < 0,001 e < 0,008 respectivamente; a DMN e a taxa de remoção fracional de triglicérides (TRF-TG) foram similares. Os 22 pacientes apresentaram DMF diminuída (< 8 %) e foram divididos aleatoriamente em 2 grupos de 11 indivíduos. Um grupo recebeu 1,5 g/dia de niacina de liberação lenta e o outro placebo. Após 3 meses de tratamento os pacientes do grupo niacina apresentou normalização da DMF que aumentou de 5,44 +/- 1,89% para 11,13 +/-3,4%, p <0,01. Os demais parâmetros não se alteraram em ambos os grupos. Baixas concentrações de HDL-C associaram-se a disfunção endotelial, pela menor DMF, e a menor TRF-CE, ou seja maior permanência de RQM. A niacina corrigiu a disfunção endotelial sem agir nas concentrações lipídicas ou na cinética de lípides |