Avaliação vestibular e aspectos funcionais em pacientes com migrânea

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Faim, Aline Emer
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17165/tde-01122022-124357/
Resumo: O diagnóstico da migrânea ainda é desafiador em virtude da ampla variedade de apresentação clínica. Muitos pacientes com migrânea apresentam queixas inespecíficas relacionadas ao sistema vestibular, como desequilíbrio e instabilidade, com intensidades variadas, e que podem estar relacionadas à migranea propriamente dita ou sobreposta com outra condição clínica. Além dos aspectos otoneurológicos, aspectos funcionais e emocionais também merecem atenção nesses pacientes, e a compreensão dessa relação ainda é pouco elucidada. Nesse projeto comparamos o grau de incapacidade, os aspectos emocionais e a função vestibular de pacientes com migrânea a um grupo controle, e avaliamos a relação destas repercussões funcionais com o tipo e cronicidade da migrânea. Foram selecionadas mulheres entre 18 e 55 anos diagnosticadas em migrânea sem aura (n=30), migrânea com aura (n=30), migrânea crônica (n=30) e controle (n=30). A incapacidade relacionada aos sintomas vestibulares foi avaliada através do Dizziness Handcap Inventory (DHI); o escore de depressão pelo Personal Health Questionnaire Depression Scale (PHQ-9); e a avaliação vestibular pela eletronistagmografia e prova rotatória pendular decrescente. Os dados sobre sintomas e os testes vestibulares foram analisados através de teste exato de Fisher. Os resultados mostraram que os migranosos apresentam mais tontura que o grupo controle, sendo mais prevalentes episódios de tontura não rotatória e de curta duração. A presença de foto e fonofobia durante os episódios de tontura foram mais prevalentes na presença de aura, seguido do grupo migrânea crônica e sem aura. Os resultados do DHI e do PHQ-9 indicaram impacto da tontura nos pacientes migranosos no âmbito físico e funcional, sendo os sintomas depressivos relacionados com a cefaleia. A avaliação da função vestibular evidenciou alterações de etiologia mista nos testes dos grupos com migrânea crônica e com aura, enquanto o grupo sem aura apresentou mais alterações periféricas; porém sem diferença da função vestibular entre os grupos estudados. Dessa forma observamos que o exame de eletronistagmografia com prova rotatória não auxilia na avaliação dos sintomas vestibulares dos pacientes com migrânea. Porém tais sintomas devem ser considerados relevantes, necessitando de abordagem multidisciplinar.