Narrativas desenraizadas: comunicação pública e representação da memória social na linha imaginária do Equador

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Barbosa, Jackson da Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27154/tde-16102014-105203/
Resumo: Esta tese intenta uma reflexão sobre Comunicação Pública, em especial aquela produzida pelo Estado e/ou Governo, como condição estratégica para articular, construir e representar a memória social. Considera ser a Comunicação Pública intrinsecamente relacionada com o agir do cidadão na esfera pública, e que, pela valoração da memória, é possível um refazer, um reconstruir e um repensar, com recursos, informações, ideias, imagens e tecnologias de hoje, as experiências e os fatos de tempos pretéritos. É orientada por um questionamento basilar: a comunicação pública, com todo o alargamento conceitual que tem experimentado nos últimos anos, realmente participa da construção da memória social e da identidade histórica? É uma tese que carrega, como principal objetivo, o estabelecimento de conexões entre os preceitos da Comunicação Pública e da memória social, indicando-os como realmente decisivos e necessários para a escolha e enquadramento de acontecimentos tanto do presente quanto do passado. Sua referência metodológica é A análise pragmática da narrativa jornalística e, o seu material empírico, postagens feitas pela Agência Amapá de Notícias, concebida e implementada pela Secretaria de Comunicação do Governo do Estado do Amapá. Para efeito de investigação considera, exclusivamente, narrativas que estabelecem relação direta com a história e com o legado mnemônico do Amapá, seja na condição de Estado, seja como ex-Território Federal instituído por decreto-lei da ditadura de Getúlio Vargas. Neste intento, dialoga-se, por exemplo, com os escritos de Walter Benjamin, Simone Weil, Hannah Arendt, Maurice Halbwachs e Jürgen Habermas, em constante conexão com o pensamento de autores brasileiros como Luiz Gonzaga Motta, Ecléa Bosi, Cremilda de Araújo Medina, Heloiza Matos, Jorge Duarte, Venício Artur de Lima e o memorável Milton Santos, entre tantos que contribuem para a compreensão das interfaces que aqui contracenam.