Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2006 |
Autor(a) principal: |
Laureano, Maura Regina |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47135/tde-03122019-191838/
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Resumo: |
A estimulação auditiva é capaz de interferir na plasticidade neuroquímica e estrutural do sistema nervoso por meio da ativação neuronal, modificando os níveis endógenos de fatores neurotróficos e de neurotransmissores. Neste estudo analisamos as alterações químicas na via auditiva aferente de animais estimulados acusticamente. Ratos Wistar de 60 dias de idade foram submetidos ou não a um estímulo sonoro definido durante 1 hora por um período de 1 ou de 7 dias seguidos. Após a estimulação auditiva, os animais foram sacrificados e seus encéfalos e cócleas processados para imunohistoquímica para a visualização da imunorreatividade da proteína FOS e do ácido glutâmico descarboxilase (GAD) nos núcleos cocleares e da imunorreatividade do glutamato, da neurotensina e do neuropeptídeo Y nos órgãos de Corti, nos neurônios dos gânglios espirais e também nos núcleos coc1eares. O estímulo sonoro consistiu de um tom puro intermitente, na freqüência de 8KHz e na intensidade de 80 dB NPS, apresentado em caixas acústicas posicionadas acima da gaiola de cada animal. A estimulação auditiva promoveu aumento significativo na área de imunorreatividade da proteína FOS e do glutamato na região rostral do núcleo coclear dorsal. Não houve diferenças estatísticas na imunomarcação do GAD no núcleo coclear. Na cóclea, mais especificamente nas células ciliadas internas, foi observado aumento da imunorreatividade do glutamato no giro basal e diminuição da neurotensina no giro apical diante do estímulo sonoro. A análise da intensidade da imunomarcação nos neurônios do gânglio espiral revelou maior número de neurônios tipo II com forte imunorreatividade ao neuropeptídeo Y exclusivamente no giro apical da cóclea dos animais estimulados. A via auditiva periférica e o núcleo coclear respondem de forma plástica a estímulos sonoros. A estimulação auditiva específica, não prejudicial, pode ser uma estratégia para maximizar o potencial plástico das vias neurais relacionadas |