Escrevivência de saberes tradicionais na literatura negro-brasileira: leitura e antirracismo na formação de professores de Química

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Silva, Caio Ricardo Faiad da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/81/81132/tde-19092024-120120/
Resumo: Desde 2003, é uma exigência legal a inserção da História e Cultura Africana e Afro-brasileira em todas as disciplinas da Educação Básica. Conceição Evaristo irá chamar de escrevivência um conceito de escrita que entrelaça história, memória e experiência, sobretudo do ponto de vista coletivo da negritude. A literatura negro-brasileira é um dos instrumentos que viabiliza o reconhecimento e a valorização da história, cultura e identidade do povo negro. Isso nos provoca a pensar de que maneira saberes tradicionais relacionados ao material químico estão materializados no texto literário de autoria negra. A presente pesquisa de interface ciência e literatura estudou a presença de saberes tradicionais em Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo; Água de Barrela, de Eliana Alves Cruz; Torto Arado, de Itamar Vieira Junior e O Black Power de Akin, de Kiusam de Oliveira. Foram encontrados quatro grandes temas que envolvem a química: o barro, o alvejante, o fertilizante e o xampu. A partir do estudo químico desses temas, esta tese defende a possibilidade de inserção da literatura negro-brasileira como instrumento formativo para a Educação das Relações Étnico-raciais de professores de Química. Conclui-se que a leitura da literatura negro-brasileira auxilia na construção de propostas educativas que combata ao racismo e às violências de caráter epistemológicas. Contudo, para que isso se efetive na formação dos professores, defende-se também a permanência das horas de atividades culturais nos cursos de licenciatura por compreender a leitura como atividade cultural.