Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Falcon Jacome, Kirsten Elizabeth |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
spa |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-02102024-132403/
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Resumo: |
Introdução: A violência obstétrica é um tipo de violência de gênero, pois é contra a mulher durante a gravidez, o parto ou o puerpério, afetando a ela, ao filho, à família e à sociedade em geral. Nas últimas décadas, tem sido descrita e classificada de várias maneiras, existindo dois temas que parecem coincidir em todos os estudos, que são a perda de autonomia para decidir e o dano físico ou psicológico dela ou de seu filho, em curto e longo prazos. Este estudo foi realizado visando a contribuir para a formação de futuros profissionais de saúde sobre violência obstétrica no Equador. Objetivo: Adaptar linguística e culturalmente e validar o instrumento Percepção da Violência Obstétrica em Estudantes (PercOV-S). Método: O processo de adaptação e validação cultural consiste em quatro etapas: 1) Harmonização linguística da língua; 2) Consulta a informantes-chave; 3) Entrevista cognitiva com estudantes de ciências da saúde; 4) Teste piloto. O processo de validação do instrumento adaptado linguística e culturalmente consiste em mensurar, estatisticamente, se o instrumento criado em um idioma para ser aplicado no país de origem, após sofrer as mudanças linguísticas e culturais de outro país, possui a mesma validade estatística. Resultados: Na adaptação cultural e linguística, o instrumento original teve alterações sugeridas pela linguista e pelos oito especialistas. Na entrevista cognitiva com dois estudantes da área da saúde, não foram realizadas alterações, obtendo-se o novo instrumento denominado PercOV-S-A. Para validação, o teste piloto foi realizado com estudantes de enfermagem e de medicina, com 269 questionários válidos. Dos entrevistados, 50,9% (n=137) estudavam medicina e 49,1% (n=132) estudavam. A análise fatorial explicou 52,6% da variância em três fatores ou domínios. O primeiro domínio, identificado como Tratamento Insensível e Cruel, explicou 41,1% da variância e é composto por 18 itens. O segundo domínio explicou 8,6% da variância e é composto por 9 itens; é a chamada Violência Normatizada. O terceiro domínio explicou 2,9% da variância, é composto por 6 itens e é identificado como Negligência e Manipulação. A confiabilidade global do questionário e por domínios, analisados através do alfa de Cronbach () e do indicador McDonald\'s (), é de 95%. Conclusão: O novo instrumento adaptado linguística e culturalmente para medir a percepção da violência obstétrica em estudantes de ciências da saúde PercOV-S-A tem alta confiabilidade e pode ser utilizado com o propósito para o qual foi originalmente criado. É imperativo considerar a prevenção da violência obstétrica na formação dos futuros profissionais de saúde, para que as mulheres possam ser protagonistas de própria sua gestação e parto. |