Impacto da vacinação na prevalência da brucelose bovina no estado de Tocantins, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Vendrame, Fabiano Benitez
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
B19
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10134/tde-30042019-154058/
Resumo: Foi realizado um estudo seccional sobre a situação epidemiológica da brucelose bovina no Estado de Tocantins com o objetivo de avaliar a eficácia do programa de vacinação implementado. O Estado foi dividido em cinco regiões e em cada uma delas foi aleatoriamente amostrado um número pré-estabelecido de propriedades. Dentro de cada propriedade, fêmeas com idade igual ou superior a 24 meses foram aleatoriamente selecionadas e submetidas à sorologia em série para o diagnóstico da brucelose (AAT e 2-Mercaptoetanol). Ao todo foram examinados 6.846 animais oriundos de 756 propriedades. A prevalência de focos no estado foi de 6,42% [4,76 -8,62] e a de animais 2,21% [1,05 - 4,01]. A prevalência de focos apresentou-se homogeneamente distribuída entre as cinco regiões. Como o estudo realizado em 2003/2003 estimou a prevalência de focos no estado em 21,22% [19,33 - 23,11], conclui-se que o programa de vacinação implementado pelo Tocantins reduziu a prevalência de maneira importante. Assim, recomenda-se que o estado continue seu programa de vacinação, dando grande ênfase para a qualidade dos procedimentos, desde a comercialização do insumo até a inoculação nos animais, pois a imunização ainda é a maneira mais racional de se reduzir a prevalência da brucelose bovina no seu território. Adicionalmente, o estado deve implementar uma forte ação de educação sanitária para que os produtores passem a testar os animais para brucelose antes de introduzi-los nos seus rebanhos, pois verificou-se que a reposição de animais está associada à condição de foco de brucelose bovina.