Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Pontes, Marcela Cristina da Luz |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/23/23154/tde-21062023-084843/
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Resumo: |
Pessoas com deficiência intelectual e do desenvolvimento (DID) geralmente apresentam piores condições de higiene oral e maior incidência de doenças orais como cárie, infecção pulpar e doença periodontal. As razões apontadas são inúmeras, incluindo a dificuldade no acesso aos serviços de saúde na rede pública e privada que por sua vez estão relacionadas a limitações financeiras, escassez de profissionais que se dedicam ao atendimento odontológico de pacientes com necessidades especiais, e a própria complexidade do tratamento odontológico necessário. Existe uma percepção comum entre os cirurgiões-dentistas de que as condições sistêmicas e comportamentais de indivíduos com DID serão impeditivas para realização do tratamento endodôntico e frequentemente os profissionais optam pela indicação de exodontia em detrimento da terapia endodôntica seguida da restauração. No entanto não existem dados científicos que suportem essa percepção. A proposta desse estudo foi avaliar a possibilidade de realização do tratamento endodôntico, suas características e o índice de sucesso imediato, bem como as dificuldades e intercorrências mais comuns observadas durante o tratamento endodôntico em pacientes com DID. Para isso, foram coletados dados dos prontuários de 98 pacientes com DID indicados para tratamento endodôntico de 131 dentes atendidos no Centro de Atendimentos a Pacientes Especiais da FOUSP (CAPE_FOUSP) pelo grupo de especialistas em endodontia. Os dados demográficos, dados comportamentais e características dos tratamentos endodônticos foram coletados. Nossos resultados mostraram que 68,7% dos tratamentos indicados foram realizados, sendo que, 72% em uma única sessão. Dos 31,3% dos casos não foram finalizados por falta de indicação ou impossibilidade técnica e apenas 9 casos (6,9%) em 8 pacientes (8,2%) foram impossibilitados pelo comportamento não colaborativo. Nos 14,5% que apresentaram comportamento não colaborativo e 17,3% pacientes com colaboração limitada, foram aplicadas técnicas de condicionamento de forma eficaz e o tratamento necessário conduzido. Nos demais, o tratamento endodôntico foi contraindicado pelo especialista uma vez que não se tratava patologia endodôntica. Concluímos que A DID não foi considerada um impeditivo para realização do tratamento endodôntico em ambulatório; a maioria das dificuldades de colaboração por parte dos indivíduos com DID durante o tratamento endodôntico foram controladas com técnicas de condicionamento. |