A prática da leitura na escola e as relações de gênero e sexualidade: subsídios para reflexão sobre formação inicial e contínua de professores(as)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Souza, Karina Valdestilhas Leme de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-01122014-112932/
Resumo: Esta Dissertação de Mestrado tem por base investigação sobre como a prática da leitura docente em sala de aula e na Sala de Leitura colabora ou não com o processo de introdução de questões da ordem do gênero, da sexualidade e da diversidade sexual junto às crianças, uma vez que tais assuntos estão presentes em alguns, dos muitos, títulos de literatura infantil publicados atualmente no Brasil. A pesquisa foi realizada em uma EMEF situada na zona sul da cidade de São Paulo e contou com a participação das docentes dos anos iniciais e da Sala de Leitura da escola. Para a investigação empírica foram utilizadas observações em campo, realização de entrevistas semiestruturadas e aplicação de questionários. No exame do material obtido, foram fundamentais as reflexões teóricas pautadas em: Nelly Novaes Coelho, Marisa Lajolo e Regina Zilberman sobre literatura infantil; documentos oficiais (guias e orientações) publicados pela RMESP (DOT) acerca da prática da leitura; Jeffrey Weeks e Judith Butler a respeito de sexo e sexualidade e Joan Scott sobre o conceito de gênero. Constatou-se que apesar da existência de orientações enfatizando a importância da prática diária da leitura docente às crianças, há um distanciamento entre o que é proposto pela SME em seus guias e o que é realizado pelas professoras em sala de aula. Também, verificou-se que boa parte das professoras investigadas não receberam uma formação sistematizada acerca do gênero e da sexualidade durante o curso de graduação ou em formação continuada, ainda, constatou-se baixa oferta de títulos de literatura infantil envolvendo tais questões na Sala de Leitura da EMEF. Por fim, foi possível ratificar a importância de ações diversas que apoiem e norteiem a prática docente, para que possam se sentir seguros(as) no exercício de suas profissões e consigam realizar um trabalho sem que necessariamente ele esteja vinculado a uma demanda específica dos(as) alunos(as).