Transferência de políticas públicas para atenção à tuberculose em região de divisa dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Ferreira, Quézia Rosa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-08032024-100816/
Resumo: Este estudo teve como objetivo analisar os fatores que interferiram na atenção as pessoas com tuberculose (TB) durante o período Pré-pandêmico (2016 a 2018) e Pandêmico (2019 a 2021) da COVID-19, em uma região de divisa do estado de São Paulo e Mato Grosso do Sul. A Transferência de Políticas foi utilizada como referencial teórico, para observação dos diferentes níveis de gestão e com foco no Programa Nacional de Controle da Tuberculose. Por fazer parte da Macrogestão, pode ser transferida de um sistema de saúde para outro e de um governo para o outro, assim como as possíveis observações ao compararmos diferentes períodos, por exemplo, antes e durante uma emergência sanitária. Trata-se de um estudo quantitativo, retrospectivo operacional descritivo, realizado em dois municípios: Araçatuba-SP e Três Lagoas- MS. Nesta abordagem quantitativa foi utilizada a análise observacional, descritiva, ecológico exploratório, retrospectiva dos dados secundários relacionados à tuberculose. A Revisão Integrativa da Literatura embasou-se a partir do questionamento: \"Como a pandemia COVID-19 pode ter interferido nos indicadores da atenção a TB em dois municípios da região de divisa do estado de SP e MS?\". As buscas foram realizadas nas bases de dados PUBMED, LILACS, SCOPUS, CINAHL, com artigos entre os anos de 2018 e 2023, incluindo 25 artigos no estudo. Para a análise dos dados, foram utilizadas informações técnicas da SES, do MS, do SINAN, do IBGE, e dos Boletins Epidemiológicos, editados pelo Serviço de Vigilância Epidemiológica dos Municípios de Araçatuba e de Três Lagoas do período de 2016 a 2021. A coleta de dados ocorreu no período de agosto a setembro de 2022. As bases foram submetidas ao processo de pareamento de registros seguido de depuração de registros repetidos. Para a análise dos dados quantitativos foi utilizado o Programa R versão 3.4.3. No período Pré-pandêmico, Araçatuba apresentou maior proporção de casos novos em 2016 (63,2%), do TDO em 2018 (45,7%), dos casos de interrupção do tratamento em 2016 (9,1%) e a menor proporção de sucesso do tratamento foi em 2017 (77,8%). Nesse mesmo período, Três Lagoas apresentou maior proporção de casos novos em 2018 (93,0%), do TDO em 2017 (88,6%), dos casos de interrupção do tratamento em 2018 (6,0%) e a menor proporção de sucesso do tratamento foi em 2016 (81,1%). Na pandemia COVID-19, Araçatuba apresentou maior proporção de casos novos em 2021 (85,2%), do TDO em 2021 (69,8%), dos casos de interrupção do tratamento em 2020 (17,8%) e menor percentual de sucesso do tratamento em 2021 (46,2%). Nesse mesmo período, Três Lagoas apresentou maior percentual de casos novos em 2021 (87,5%), TDO em 2020 (84,2%), casos de interrupção do tratamento em 2021 (25,7%) e o menor percentual de sucesso do tratamento em 2020 (60,5%). Contudo, conforme o desfecho do estudo evidenciou-se que nos três entes federativos (federal, estadual e municipal) houve influência nos resultados dos dados epidemiológicos e operacionais da tuberculose. Assim, apesar da heterogeneidade entre os municípios estudados, os resultados demonstraram os impactos ocasionados pela pandemia COVID-19, no controle da tuberculose.