Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Lorena, Ivan Augusto de |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17140/tde-18022019-163954/
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Resumo: |
Introdução: Até bem pouco tempo atrás a análise mutacional de regiões gênicas não codificantes raramente eram reportadas em estudos genéticos sobre doenças hereditárias. Geralmente, o enfoque desses estudos recaiam sobre as regiões ditas codificantes, também conhecidas como regiões exônicas. Com o progresso da tecnologia em biologia molecular, especialmente após o desenvolvimento do sequenciamento em larga escala, temos observado um avanço jamais visto antes no entendimento de como opera o genoma humano e consequentemente uma mudança de paradigmas. Estudos mais recentes tem abrangido consistentemente a análise mutacional de regiões não codificantes ou regulatórias. No caso da neuropatia de \"Charcot-Marie-Tooth\" (CMT), pouco ainda se sabe sobre os fenótipos resultantes de mutações localizadas em sequencias regulatórias dos genes relacionados a doença. Por exemplo, na CMT ligada ao cromossomo X do tipo 1 (CMTX1), que é causada por mutações no gene GJB1 que codifica para a proteína canal conexina 32, apenas 0.01% das mutações já detectadas no gene estão presentes na região 5\' UTR (Untranslated Region) (KABZINSKA et al., 2011). Objetivos: Em vista disso, o propósito deste estudo foi a analise mutacional da região não codificante 5\' UTR e região promotora P2 do gene GJB1. Mais precisamente, 600 pares de bases upstream a open Reading frame (ORF) do transcrito do gene GJB1 expresso no sistema nervoso. Métodos: Foram investigados 100 pacientes em andamento no ambulatório de neurologia do Hospital das Clinicas da Faculdade de medicina de Ribeirão preto USP (FMRP - USP) com sintomas sugestivo de CMTX do tipo 1 e que não apresentaram mutação alguma na região codificadora do mesmo gene em triagens posteriores. Para tanto foram realizadas as técnicas de PCR (para amplificação do DNA) e posteriormente o sequenciamento do produto amplificado por meio do sequenciamento de Sanger. Resultados: Três variantes foram detectadas em 4 pacientes não relacionados, duas alterações intrônicas (já descritas) e uma nova alteração, encontrada no exon 1B (não codificante) do gene GJB1. Conclusão: Os resultados obtidos em nosso estudo sugerem que mutações na região 5\' UTR do gene GJB1 na população brasileira são incomuns e aparentemente não são responsáveis por casos sugestivos de CMTX1 sem causa genética atribuída. |