Efeito de injeções locais de células-tronco mesenquimais ou osteoblastos na regeneração do tecido ósseo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Freitas, Gileade Pereira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58136/tde-03092019-103652/
Resumo: O osso e um tecido com grande capacidade de regeneração, mas em algumas situações a extensão da injúria impede o reparo do tecido. Nesse cenário, a terapia celular tem atraído a atenção de diversos grupos de pesquisa por ser uma alternativa promissora em relação aos tratamentos existentes. No entanto, muitos aspectos experimentais necessitam ser melhor investigados para tornar essa terapia um tratamento efetivo para a regeneração de defeitos do tecido ósseo. Sendo assim, o objetivo desse estudo foi avaliar o potencial de células-tronco mesenquimais (CTMs) derivadas de medula óssea (CTMs-MO) e de tecido adiposo (CTMs-TA), bem como de osteoblastos (OBs) diferenciados a partir dessas CTMs (OBs-MO e OBs-TA), para regenerar o tecido ósseo quando injetadas diretamente em defeitos de 5mm de diâmetro criados em calvárias de ratos. Para isso, as CTMs foram obtidas de medula óssea de fêmur e de tecido adiposo inguinal de ratos, expandidas in vitro e mantidas com características de CTMs ou diferenciadas em osteoblastos. As CTMs foram caracterizadas por imunofenotipagem por citometria de fluxo para os marcadores CD29, CD31, CD34, CD45 e CD90. A diferenciacão osteoblastica foi confirmada pela avaliacão da expressão genica de runt-related transcription factor 2 (Runx2), fosfatase alcalina (Alp) e osteopontina (Opn) por PCR em tempo real. Duas semanas após a criação dos defeitos ósseos, foram realizadas as injeções das células. Foi avaliado a viabilidade das células após sua passagem pela agulha 21G utilizada nas injeções. O enxertamento e o tempo de permanência das células nos defeitos ósseos foram avaliados por bioluminescência utilizando injeção de CTMs-MO, CTMs-TA, OBs-MO e OBs-TA expressando luciferase. Quatro semanas após as injeções, os animais foram mortos e o tecido ósseo formado foi avaliado por microtomografia computadorizada, análise histológica, análise por nanoindentação e PCR em tempo real. Os dados foram submetidos ao teste de aderência a curva normal para determinar o teste estatístico adequado. O nível de significância adotado foi de 5% (p 0,05). Foi observado que a terapia celular com CTMs-MO, CTMs-TA, OBs-MO ou OBs-TA foi efetiva em injetar células viáveis, que permaneceram no local do defeito ósseo e induziram maior formação óssea em comparação com defeitos que não receberam células. Não houve diferença no tecido ósseo induzido por CTMs-MO ou CTMs-TA ou naquele induzido por OBs-MO ou OBs-TA. Apesar de algumas diferenças marcantes nas assinaturas moleculares, CTMs-MO, CTMs-TA, OBs-MO e OBs-TA foram capazes de formar tecido ósseo com as mesmas propriedades mecânicas do tecido ósseo existente na calvária