Criação de valor para acionistas de empresas adquirentes em processos de F&A e análise de eficiência de mercado entre 2001 e 2011

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Lopes, Lincon
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-17042014-135427/
Resumo: Com o crescimento da economia brasileira as operações de Fusões e Aquisições tem vivenciado um franco crescimento. Segundo trabalhos recentes sobre o tema, esse tipo de operação tem um componente estratégico muito superior ao simples ganho imediato de valor, tese que se justifica com os trabalhos empíricos atuais, que encontram fortes evidências que a empresa adquirente, frequentemente, perde valor de mercado, através da queda no preço das suas ações, nos dias seguintes à combinação empresarial. No entanto, a maioria dos trabalhos sobre o tema versam sobre operações de Fusões e Aquisições no mercado norte-americano e europeu, onde estruturas regulatórias e cultura de proteção aos acionistas minoritários divergem muito das situações encontradas no Brasil. Por outro lado, a economia brasileira após a implantação do Plano Real é relativamente recente, mas sendo permeada por crises internacionais e nacionais na década de 1990, além de um período de intenso programa de privatizações que fez surgir grandes grupos econômicos nacionais, tornando esse período um intervalo temporal único, e que as evidências encontradas nesse período possam não ter muita aderência à atual realidade brasileira. Através de um estudo de caso com 121 empresas listadas na BOVESPA, foi analisado a criação de valor para o acionista da empresa adquirente através de uma janela temporal de 20 dias antes e 20 dias após o anúncio do fato relevante que dá início a combinação empresarial. Foram utilizados dois métodos para observar a criação ou destruição de valor para o acionista, o método do retorno de mercado e o método do modelo de mercado ajustado, que demonstraram ser idênticos para a análise proposta. Analisando operações de combinação empresarial de 2001 a 2011, as empresas adquirentes foram agrupadas através da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) e submetidas a critérios de seleção da amostra que reduziu o grupo estudado a três setores econômicos, o da Indústria de Transformação, o de Informação e Comunicação e por fim o de Serviços Financeiros. Os resultados sugerem que os investidores tem informações sobre a operação de Fusão e Aquisição antes da divulgação do Fato Relevante pelas empresas, fazendo com que as ações experimentem altas em seus preços dias antes do anúncio, assim como foram encontradas evidências que o Setor Financeiro tem um comportamento que rejeita a hipótese de eficiência de mercado em sua forma semiforte.