Avaliação de survivina e armadilhas extracelulares de neutrófilos no líquido sinovial como biomarcadores na artrite reumatoide

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Souza, Flávio Falcão Lima de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-03012023-110007/
Resumo: Introdução: a resistência do pannus à apoptose é uma característica importante que resulta em invasão e erosão óssea na artrite reumatoide (AR). A survivina, uma proteína antiapoptótica produzida por fibroblastos sinoviais, é útil como biomarcador de diagnóstico e dano articular na AR. Os neutrófilos sinoviais apresentam apoptose tardia e são responsáveis por lesar diretamente o tecido articular, atuando através da liberação de grânulos enzimáticos, espécies reativas de oxigênio e armadilhas extracelulares de neutrófilos (NETs). NETs são reconhecidas como fonte de autoantígenos citrulinados na AR. Objetivos: quantificar survivina e NETs no líquido sinovial (LS) de pacientes com AR e osteoartrite (OA) e avaliar se há correlação das quantificações com o diagnóstico, gravidade e atividade da AR. Métodos: foi realizado um estudo observacional transversal, no qual foram incluídos 32 pacientes com AR e 16 com OA. Foram obtidos dados clínicos, laboratoriais e radiográficos, além de análises de rotina do LS e dosagem de survivina e NETs sinoviais. A atividade da AR foi avaliada usando DAS28. Resultados: A survivina foi encontrada elevada no LS do grupo AR em comparação com o grupo OA (mediana 356,9 vs 49,9 pg/mL, p=0,0006). A mediana de NETs foi de 100,7 e 49,7 ng/mL (p=0,004) para os grupos AR e OA, respectivamente. As curvas ROC mostraram os seguintes valores para medidas de survivina e NETs: AUC de 79% e 75%, respectivamente, com sensibilidade de 75% e especificidade de 78% para ambos. Não houve correlação entre os valores de survivina e NETs para ambos os grupos. Discussão: Foi encontrada uma associação entre os níveis de survivina e NETs no LS e o diagnóstico de AR, mas não com erosões ósseas ou atividade da doença. Não houve correlação entre survivina e NETs no LS, pelo que supomos que a resistência à apoptose, mediada pela survivina, e a netose podem não estar diretamente relacionadas na fisiopatologia da AR.