Selênio em carne bovina in natura: avaliação de acordo com a procedência e os tipos de corte

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Pimentel, José Alexandre Coêlho
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9132/tde-10092012-113125/
Resumo: Nos últimos anos o selênio tem sido objeto de muitas pesquisas envolvendo tanto aspectos nutricionais quanto funcionais relacionados à saúde humana, Entretanto, dados de composição de alimentos em relação a este nutriente são escassos, devido principalmente às dificuldades de analises, que depende de técnicas analíticas e de equipamentos sofisticados e pela dificuldade em rastrear a origem dos alimentos, considerando que este elemento é dependente das concentrações do mesmo nos solos. O estudo foi realizado com quarenta e oito bois macho, provenientes de pasto da raça Nelore e distribuídos em dois grupos de animais, Grupo I fazenda Arrastão no município Taboado /MS e Grupo II Fazenda Rancho Queimado José Bonifácio /SP. Desses 24 animais de cada estado, foram selecionados os seguintes cortes de carne para determinação da concentração de selênio: coxão mole, coxão duro, músculo, patinho e alcatra. A concentração de selênio foi determinada por meio da técnica de espectrometria de absorção atômica por geração de hidretos acoplada à cela de quartzo. Os resultados em base úmida (in natura) encontrados nos seguintes tipos de cortes de carne em São Paulo foram: coxão mole 1,86 &#181;gSe/100g, coxão duro 1,98 &#181;gSe/100g, músculo 1,47 &#181;gSe/100g, patinho 1,23 &#181;gSe/100g e alcatra 1,64 &#181;gSe/100g.e no Mato Grosso do Sul foram: coxão mole 3,78 &#181;gSe/100g, coxão duro 3,76 &#181;gSe/100g, músculo 3,01 &#181;gSe/100g, patinho 2,64 &#181;gSe/100g e alcatra 3,47 &#181;gSe/100g. Observou-se que houve diferença significativa nos teores de selênio das carnes dependendo do Estado, independente dos tipos de cortes, sendo que naqueles provenientes do Estado do Mato Grosso do Sul o teor de selênio foi maior que naqueles de São Paulo (p < 0,0001). Entre os tipos de cortes (patinho, alcatra, músculo, coxão mole e coxão duro) também houve diferença significativa independente dos Estados de onde foram provenientes (p < 0,0001). No entanto, não houve diferença significativa no teor de selênio quando os dois fatores (Estado e tipo de corte) foram observados um dependente do outro (p = 0,4736 - base seca; p = 0,3920 - base úmida). Os resultados do presente estudo confirmam a influência da localização nas concentrações de selênio dos alimentos e podemos concluir que a concentração de selênio nas carnes varia de acordo com sua procedência e o tipo de corte.