Confiabilidade e validade do Shape/Texture Identification test™ (STI) na síndrome do túnel do carpo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Caiano, Marcela Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17152/tde-10052021-134825/
Resumo: A síndrome do túnel do carpo (STC) é a neuropatia mais comum na extremidade superior, resultante da compressão do nervo mediano ao nível do punho caracterizada por evidência de aumento de pressão no interior do túnel e diminuição da função neural neste mesmo nível, gerando dor, parestesia e dormência e consequentemente, déficit sensorial e motor. A história clínica e o exame físico continuam sendo as ferramentas mais adequadas para seu diagnóstico. A avaliação sensitiva da mão é de extrema importância para a sua função, pois esta possui grande quantidade de receptores sensoriais, os quais permitem a percepção de um estímulo sensorial. Existem vários métodos e instrumentos para avaliação sensoriomotora da mão. Diante deste contexto, há um instrumento denominado Shape/Texture Identification test(TM) que avalia a gnosia tátil. Esse instrumento tem sido utilizado para avaliação de pacientes, porém ainda não foi testado para a STC. Portanto, este estudo tem como objetivo avaliar a validade e confiabilidade do Shape/Texture Identification Test(TM) para pacientes com síndrome do túnel do carpo. Foram avaliados voluntários encaminhados do ambulatório de membros superiores Centro de Reabilitação (CER) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP) diagnosticados com STC com as seguintes ferramentas: Boston Carpal Tunnel Questionaire, Quick-DASH, escala visual analógica de dor, estesiometria com monofilamentos tipo Semmes-Weinstein (SORRI Bauru®), força de pinça através do dinamômetro Pinch Gauge®, Jebsen Taylor Hand Functional Test, discriminador de dois pontos e Shape/Texture Identification test(TM). Os dados foram avaliados quanto a confiabilidade dos escores do Shape/Texture Identification test(TM) e do Jebsen Taylor Hand Functional Test. A confiabilidade teste-reteste foi analisada através do coeficiente Kappa baseado nos resultados dos testes com as mãos acometidas e não acometidas. Para medir a validade de construto foi utilizado o Coeficiente de Correlação de Spearman (ρ). Foram avaliados 28 voluntários avaliados, 26 mulheres e 2 homens, com média de idade 52,4 ±11,9 anos, todos destros, 19 tinham lado direito acometido e 9 o lado esquerdo. 17 voluntários apresentavam os sintomas há mais de dois anos, 7 entre um ano e dois, 2 entre 6 meses e 1 ano e 2 há menos de 6 meses. 16 voluntários estavam ativos e 12 inativos para as atividades laborais. A confiabilidade do teste-reteste do Shape/Texture Identification Test(TM) apresentou concordância razoável com resultado de 0,37 em um IC de 95% e a validade de construto foi avaliada através do coeficiente de correlação de Spearman (ρ). Foi observada fraca correlação com o D2P (ρ=0,13) e fraca correlação inversa com o JTHFT (ρ=-0,07), BTCQ (ρ=-0,173) e Quick-DASH (ρ=0,275). A confiabilidade dos valores do JTHFT foi realizada através do Coeficiente de Correlação Intraclasse (ICC) e apresentou valor de 0,96 com intervalo de confiança de 0,95. O estudo conclui que Apesar dos valores de confiabilidade e validade do estudo apresentarem baixos valores, na prática clínica é essencial utilizar medidas que consigam detectar as mudanças clinicamente importantes e o STI parece não ser o instrumento com propriedades de medida mais adequadas para pacientes com STC.