Avaliação do nível de atividade física e das capacidades físicas em pacientes com Síndrome de Sjögren primária com baixa atividade da doença

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Dassouki, Thalita Blasques
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5164/tde-27102015-114500/
Resumo: A Síndrome de Sjögren primária (SSp) é uma doença autoimune sistêmica de etiologia desconhecida, caracterizada principalmente, pela presença de infiltrado linfocítico nas glândulas exócrinas (salivares e lacrimais) que leva ao quadro de boca seca e olhos secos (síndrome sicca). Apesar das evidências de que o nível de atividade física e das capacidades física e funcional estarem diminuídas na maioria das doenças reumáticas, essas variáveis tem sido pouco estudadas em pacientes com SSp. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar objetivamente o nível de atividade física e as capacidades físicas de pacientes com SSp com baixo nível de atividade da doença, bem como, a possível associação desses fatores com a fadiga, a qualidade de vida, a artralgia e a depressão. Trinta pacientes diagnosticadas com SSp (Vitali et al., 2002) utilizaram acelerômetros por 7 dias consecutivos para avaliação do nível de atividade física, realizaram teste ergoespirométrico, testes de força, testes funcionais, exames laboratoriais, densitometria óssea e responderam a questionários de fadiga, qualidade de vida, depressão e artralgia. Os pacientes com SSp apresentaram menor tempo em atividades físicas moderadas e menor quantidade de passos por dia do que o grupo controle. Os pacientes apresentaram ainda redução da aptidão aeróbia, da força muscular de membros inferiores e superiores, da capacidade funcional e da qualidade de vida, além de fadiga aumentada em comparação com o GC. Não foram encontradas diferenças significativas para a composição corporal, artralgia e depressão entre os grupos. Pacientes com SSp mesmo em baixa atividade da doença mantêm um estilo de vida sedentário e redução das capacidades físicas e qualidade de vida. Faz-se necessária a implementação de estratégias que reduzam o tempo gasto em atividades sedentárias, bem como, a elaboração de programas de exercícios físicos sistematizados de acordo com as características dessa população