Saúde do escolar: conduta e opinião de professores do sistema de ensino do Estado de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1986
Autor(a) principal: Temporini, Edméa Rita
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6135/tde-25082022-155329/
Resumo: Esta pesquisa tem por objeto o estudo da conduta e opinião de professores na identificação e atendimento de alunos com problemas de saúde, tendo em vista o desenvolvimento de projeto do Departamento de Assistência ao Escolar, da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. Pretende-se oferecer subsídios para o planejamento de programas de orientação em saúde aos setores governamentais interessados na temática. A população foi constituída por 532 professores da primeira série do primeiro grau, de escolas estaduais situadas em treze municípios do Estado de São Paulo, onde inicialmente foi implantado o \"Sistema Integrado de Atendimento Médico ao Escolar\". Selecionaram-se as seguintes variáveis independentes: município-sede da escola, características pessoais, profissionais e de preparação do professor. Utilizou-se questionário como instrumento de medida. Os resultados revelaram diferenças na conduta e opinião dos respondentes, conforme o município estudado, bem como possível relação entre o fato de o professor ter sido preparado pelo Orientador de Ações de Assistência ao Escolar (OAE) e a maior regularidade na observação e atendimento de distúrbios de saúde dos alunos. A cobertura na orientação dada pelos OAEs variou, entre os municípios, nos limites de 70 a 100%. A maioria dos professores foi preparada para as, ações propostas. É insatisfatória a proporção de docentes que atenderam as recomendações técnicas. A observação de saúde foi a atividade mais realizada e vista como atribuição do professor. Ocorreu alguma inconsistência entre opinião e conduta em relação a determinadas atividades. Os professores atribuíram predominantemente ao OAE a incumbência de encaminhar alunos e registrar dados. O grupo de mais idade e mais anos de magistério apresentou maior grau de realização. Sugere-se incremento da orientação aos professores, apoio administrativo às atividades do OAE e aumento da carga horária destinada a essa função, pesquisa de fatores limitantes e reformulação do currículo dos cursos de magistério para melhor preparo do professor em saúde escolar.