Distribuição espacial do carbono no solo e avaliação dos fluxos dos gases de efeito estufa (CO2, CH4 e N2O) em áreas de vegetação de Cerrado, Pinus spp e Eucalyptus spp na Estação Experimental de Mogi Mirim (IF/SMA-SP)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Pereira, Paulo Ricardo Brum
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/64/64134/tde-18112010-170343/
Resumo: Objetivou-se neste trabalho avaliar a variabilidade espacial e temporal do carbono no solo produzindo um mapa, sobre esse tema para toda a área da Estação Experimental de Mogi Mirim (EE Mogi Mirim), juntamente com a análise dos fluxos dos gases de efeito estufa (CO2, N2O e CH4) e a relação desses dois fenômenos com as variáveis do solo nos diferentes usos da terra. Para se alcançar objetivo proposto com relação aos estoques de carbono e avaliação das variáveis do solo foi feita a coleta e o prepara das amostras nas profundidades de 00 até 30 cm, foi feito o georreferenciamento e determinação dos teores de carbono, densidade do solo, calculo dos estoques de carbono e determinação da cor do solo. Por sua vez para o estudo e entendimento dos fluxos dos gases de efeito estufa (GEE), comparou-se um talhão considerado sem perturbação (Talhão 41) e a partir desse talhão avaliou-se comparativamente em uma seqüência com ambientes com histórico de uso da terra representativo da área com manejos. Os fluxos dos gases CO2, N2O e CH4 foram medidos utilizando-se câmaras estáticas. Nos resultados obtidos foi aplicada a estatística descritiva clássica e geoestatistica para avaliar a freqüência e distribuição dos dados. Resultados relativos as variáveis do solo mostram que praticamente a grande maioria tende a diminuir com a profundidade (Ca, soma das bases, CTC, acidez potencial e carbono). Por sua vez o pH é sempre muito alto nas 3 camadas e a saturação por bases e o magnésio são muito baixos e permanecem inalterados em todas as profundidades. A variabilidade espacial dos estoques de carbono possui características isotrópicas. Especificamente na profundidade 00 - 10 cm, o modelo teórico que melhor se ajustou foi o exponencial, na profundidade 10 - 20 cm foi o esférico e na profundidade 20 - 30 cm foi o exponencial. Os estoque de C na profundidade 00 10 cm, tiveram como média 22.8 ton C/ ha-1, sendo o maior valor de 42.9 ton C/há-1 e o menor valor de 10.3 ton C/há-1. Na profundidade 10 - 20cm, a média do estoque de carbono foi de 14.9 ton C/há-1, sendo o maior valor de 31.5 ton C/há-1 e o menor valor de 6.99 ton C/há-1. Na profundidade 20 -30 cm, a média do estoque de carbono foi de 11.45 ton C/há-1, sendo o maior valor de 25.28 ton C/há-1 e o menor valor de 6.3 ton C/há-1. Os resultados das análises dos fluxos do gás carbônico, como um todo mostra que a respiração do solo variou entre 75.3 e 164.4mgC m-2 h-1. Relativo aos fluxos de N2O os valores médios para as emissões variaram entre 8,85 e 51,94 \'mü\'gN m-2 h-1, enquanto que a absorção variou, entre -1,32 e - 4,59 \'mü\'gN m-2 h-1. Os resultados dos fluxos do gás metano médio ficaram entre 4,63 e 31,51 mgC m-2 h-1, enquanto que os valores de oxidação média ficaram entre -5,41 e -22,79 mgC m-2 h-1