Fernando Sor e as transcrições Opus 19 para violão de Seis árias escolhidas de A flauta mágica de Mozart: uma abordagem estético-analítica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Rego, Eusiel Silva do
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27158/tde-06032013-160229/
Resumo: Este trabalho visa abordar conceitos estéticos, musicais e históricos (relacionados à época do Iluminismo) que envolvem as transcrições para violão \"Six Airs Choisis de l\'Opéra de Mozart: \"Il flauto magico, arrangés pour guitare\" Op. 19 do compositor e violonista espanhol Fernando Sor (1778-1839), publicadas entre os anos de 1823 a 1825, em Londres, e baseadas em árias de A flauta mágica k620 (1791) de Mozart. O processo de transcrição empreendido por Fernando Sor exigiu, inclusive por necessidades históricas (aproximadamente 35 anos separam essas obras), uma mudança de concepção da escritura instrumental, pois, para Sor, tratava-se de verter a essência de um pensamento musical concebido no meio operático e apresentá-lo sob o conceito sonoro de um instrumento solo emergente, como foi o caso do violão no final do século XVIII e primeiras décadas do século XIX. Assim, do ponto de vista instrumental, elementos como textura, estilo de acompanhamento e conceito de condução de vozes, para citar apenas alguns aspectos, sofreram mudanças de concepção, resultando muitas vezes quase em uma nova composição e, até mesmo, outra percepção da forma musical, porque, acima de tudo, o elemento dramáticoliterário está ausente.