Usabilidade de Pontos de Interesse e centralidades de rede de mapas colaborativos para análise de atração de viagens: estudo de caso de Curitiba

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Bosco Junior, Alceu Dal
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18144/tde-18042022-143053/
Resumo: Entender a demanda por viagens é crucial para o planejamento sustentável de transportes. A atração de viagens é comumente analisada e modelada considerando-se a localização de atividades que induzem os deslocamentos – os Pontos de Interesse (POIs) – e aspectos de acessibilidade. Além disto, há mútua relação entre a rede e as atividades urbanas, portanto a rede, além de impactar a acessibilidade, é também reflexo da localização das atividades, como preconiza a Sintaxe Espacial através das medidas de centralidades. Contudo, estes dados geográficos de atividades e da rede viária, de suma importância para análises de atração de viagens, são muitas vezes escassos ou indisponíveis. Este trabalho, portanto, busca testar a usabilidade de dados obtidos do mapa colaborativo OpenStreetMap (OSM), uma plataforma de Informações Geográficas Voluntárias, para a explicação da atração de viagens em Curitiba. Para tanto, a relação entre as centralidades da rede com as atividades econômicas da cidade é verificada a nível desagregado com o auxílio da Estimativa de Densidade de Kernel e, posteriormente, a nível agregado das zonas de tráfego, mostrando que atividades de comércio e serviços se encontram em vias mais acessíveis e em zonas intermediárias dos caminhos preferenciais. Após, investiga-se a qualidade dos dados de POIs e da rede, adquiridos na plataforma colaborativa, em comparação com dados oficiais da autoridade local, a fim de atestar a aplicabilidade das informações. No geral, o mapa online traz uma rede viária com qualidade equiparável à oficial, mas os POIs apresentam incoerências e devem ser usados com cautela. Por fim, modelos explicativos são calibrados com dados oficiais e dados do OSM, confrontando-se o comportamento para ambos os bancos de dados. Os POIs do OSM geram modelos piores, mas as centralidades são correlatas para o OSM e os dados oficiais na explicação da atração, atuando como complemento de dados incompletos e adicionando a informação de acessibilidade prioritariamente por caminhos retilíneos, como indica a Sintaxe Espacial. Assim, o trabalho fomenta o uso de mapas colaborativos como fontes alternativas de dados, demonstrando a maior usabilidade da rede viária representada.