O uso do marcador imunohistoquímico GATA3 no diagnóstico diferencial entre micose fungoide CD30-positivo e outras doenças linfoproliferativas CD30-positivo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Almeida, Isabella Parente
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5133/tde-22112023-151927/
Resumo: INTRODUÇÃO: Linfomas que acometem a pele primária ou secundariamente podem exibir características clínicas semelhantes e positividade para o marcador imunohistoquímico CD30, tornando desafiadora a diferenciação entre micose fungoide CD30-positivo e outras doenças linfoproliferativas CD30-positivo. O presente estudo objetiva avaliar a utilização do marcador imunohistoquímico GATA3 como auxiliar no diagnóstico dos diversos linfomas T cutâneos CD30-positivo que acometem a pele. MÉTODOS: Estudo retrospectivo analítico observacional envolvendo 32 pacientes portadores de doenças linfoproliferativas CD30-positivo atendidos no ambulatório de Linfomas Cutâneos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), distribuídos em grupos de acordo com o seu diagnóstico: grupo MFi (micose fungoide inicial), MFl (micose fungoide com acometimento linfonodal), MFa (micose fungoide avançada, tumoral ou transformada), LCPGCA (linfoma cutâneo primário de grandes células anaplásico), LSGCA (linfoma sistêmico de grandes células anaplásico), D (casos de pacientes com doença linfoproliferativa CD30-positivo em que não foi possível a definição diagnóstica exata até o momento). Biópsias de pele, linfonodos e outros órgãos foram analisadas e o percentual de positividade para o marcador imunohistoquímico GATA3 determinado. RESULTADOS: Um total de 32 pacientes foram incluídos no estudo (17 mulheres e 15 homens). A mediana de idade dos pacientes ao diagnóstico foi de 52 anos. A avaliação da positividade para GATA3 foi realizada em 35 anatomopatológicos, podendo ser de pele, linfonodo (nos casos de MFl) ou outros órgãos (para os casos de LSGCA). A média percentual de positividade para o GATA3 foi de 53,5% no grupo MFa, 20% no grupo MFl, 18,5% no grupo MFi, 11,3% no grupo LCPGCA e 30% no grupo LSGCA. O GATA3 foi determinado e discutido caso a caso no grupo D. Considerando um cut-off de 40%, o GATA3 foi capaz de diferenciar MFa de LCPGCA na amostra estudada. CONCLUSÃO: GATA3 parece ser um marcador imunohistoquímico útil na diferenciação entre micose fungoide CD30- positivo e outras doenças linfoproliferativas CD30-positivo. Mais estudos são necessários para definir o melhor cut-off