Conhecimento sobre mudanças climáticas globais de docentes de escolas públicas em área de amortecimento de unidade de conservação na Mata Atlântica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Souza, Grayce Helena Pereira de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41132/tde-12072022-132841/
Resumo: A sociedade precisa de mudanças urgentes no sentido de mitigar e frear os impactos socioambientais causados pelas mudanças climáticas globais (MCG), e tem na educação apoio fundamental para o avanço da sustentabilidade ambiental. Nesse cenário, destacamos o papel essencial dos professores, quando esses desenvolvem, por meio da educação ambiental crítica, uma compreensão coletiva da natureza sistêmica das crises ambientais nos estudantes, influenciando na sensibilização e conscientização da gerações atuais e futuras de modo a viabilizar a sustentabilidade da sociedade atual. O objetivo principal deste estudo foi verificar o conhecimento sobre MCG articulados com fatores de formação, trabalho com o tema no cotidiano escolar e percepções de dificuldades de professores da educação básica de escolas públicas estaduais situadas na zona de amortecimento da Unidade de Conservação Parque Itinguçú, da cidade de Peruíbe, São Paulo. Para aquisição dos dados foram instrumentalizados dois questionários fechados (um de conhecimento e um de perfil docente e percepção). Como parte do processo de validação foi aplicado o teste de confiabilidade interna Alfa de Cronbach, os resultados foram considerados suficientes, acima de 0,8. Para verificar diferenças significativas entre os grupos/categorias amostradas foram aplicados os testes análise de variância paramétrica, seguidos de teste pareado de Tukey. Nossos resultados sugerem que os professores possuem lacunas e erros conceituais relevantes, pois, em um intervalo entre 0 e 10, as médias das notas mantiveram-se entre 6,1 (categoria efeito estufa), 4,7 (impactos) e 3,6 (categoria mitigação). Docentes formados em Geografia e Ciências da natureza (Grupo 1), apresentaram melhor desempenho do que os demais docentes (Grupo 2). Encontramos coocorrência das percepções sobre as dificuldades em se trabalhar o tema citadas na literatura. Entre docentes do G1, verificou-se a dificuldade material didático inadequado estar mais presente (em um intervalo de 1 a 5, média 3,9). Docentes de G2 percebem como maior dificuldade a transposição didática (média 3,9). Concluímos assim, que a formação dos docentes sobre MCG não foi suficiente, e que os professores precisam de mais oportunidades de formação e atualização sobre o tema. Propomos caminhos para melhoria do ensino das MCG de modo a contribuir para a elaboração de políticas públicas, e assim, colaborar para uma sociedade sustentável e resiliente frente às MCG.