Perfil imune como fator prognóstico em animais com neoplasias malignas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Boni, Tamara Pantarotto
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
NRL
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10133/tde-08112022-123058/
Resumo: A resposta inflamatória sistêmica é uma resposta inespecífica secundária ao dano tecidual causado pela neoplasia devido à hipóxia e necrose e o resultado são alterações metabólicas, aumento da produção de proteínas de fase aguda e alterações hematológicas observadas no sangue periférico de pacientes humanos e animais as quais se refletem como anemia, neutrofilia, linfopenia e alterações plaquetárias. Os componentes de células imunes analisados no hemograma, leucócitos totais, neutrófilos, linfócitos, monócitos e plaquetas oferecem uma fácil e acessível medida da inflamação sistêmica. Cada vez mais tem sido proposto que a proporção entre essas células no sangue quando avaliada por meio de um índice indica o estado inflamatório do paciente, ou seja, refle a relação do hospedeiro com o tumor. O objetivo do estudo foi investigar o perfil imune/inflamatório por meio da análise do hemograma de animais diagnosticados com neoplasias sólidas malignas e verificar se os índices avaliados poderiam ser úteis para predizer o prognóstico dos pacientes, fornecendo uma ferramenta simples e barata para o clínico na rotina oncológica. Foram coletados dados de 100 animais controles e 87 animais oncológicos e estes foram divididos em grupos de acordo com a neoplasia: grupo 1 Carcinoma (n=43); Grupo 2 Sarcoma (n=27); Grupo 3 Melanoma (n= 10); Grupo 4 Mastocitoma (n=7). Dentro de cada grupo foram subdivididos em grupos de acordo com o estadiamento clínico e os índices inflamatórios analisados: a relação neutrófilos linfócitos (NLR neutrophil-lymphocyte ratio), relação plaquetas linfócitos (PLR platelet-lymphocyte ratio), relação monócitos linfócitos (MLR monocyte- lymphcoyte ratio) e índice sistêmico inflamatório imune (SII systemic immune- inflammation index). Cães diagnosticados com carcinoma, sarcoma, melanoma apresentaram concentrações maiores de leucócitos totais e neutrófilos e cães diagnosticados com carcinoma, sarcoma e mastocitoma apresentaram valores menores de linfócitos. Nosso estudo observou que os animais diagnosticados com sarcoma, carcinoma e melanoma apresentaram NRL mais elevado em comparação com o grupo controle. Não houve diferença significativa dos índices entre os diferentes graus da neoplasia e nem sobre a sobrevida dos pacientes. O índice plaquetário não pode ser analisado devido ao alto número de animais com agregação plaquetária. Novos índices imunes ou a relação entre eles devem ser investigados na busca de parâmetros imunes que funcionem como fator prognóstico levando-se em conta o perfil de resposta inflamatória de cães.