Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2007 |
Autor(a) principal: |
Jardim, Tatiana de Andrade |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5163/tde-11122007-161633/
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Resumo: |
INTRODUÇÃO: O Agente Comunitário de Saúde (ACS) é o elo entre a comunidade e o sistema de saúde no Programa Saúde da Família. Seu trabalho é pautado no contato direto com a comunidade local e se configura como a possibilidade de comunicação e de acesso desta aos serviços de saúde. É o único profissional da área de saúde que tem como um requisito profissional residir na comunidade onde trabalha. A pesquisa objetivou conhecer aspectos subjetivos do trabalho dos agentes comunitários de saúde relacionados ao morar e trabalhar na mesma comunidade. MÉTODO: Foi desenvolvida uma análise de conteúdo dos documentos - Relatório da Análise Psicodinâmica do Trabalho realizada com os Agentes Comunitários de Saúde da região de Pirituba/São Paulo - e - Anotações das sessões de grupo. Primeiramente, realizou-se a leitura flutuante seguida por análises estruturais para identificar categorias significativas aos objetivos da pesquisa. Como referencial teórico para a interpretação dos resultados utilizou-se a teoria da Psicodinâmica do Trabalho. RESULTADOS: Os resultados foram apresentados nas seguintes categorias: 1. Processo de construção da credibilidade e as relações de trabalho: ACS e usuário; 2. Credibilidade versus invasão da privacidade dos moradores da comunidade; 3. Privacidade do ACS e sua família; 4. Relação com a comunidade e com o serviço de saúde como morador da região; 5. Construção de uma ética: foco na privacidade do usuário; 6.Fronteira trabalho versus militância (voluntarismo). CONCLUSÕES: Concluímos que os agentes vivenciam sofrimentos no trabalho decorrentes de pertencerem à mesma comunidade na qual desempenham seu papel profissional. Tal sofrimento decorre, principalmente da impossibilidade de flexibilização da organização do trabalho no que se refere à obrigatoriedade de residir na região. Há uma contaminação do tempo do não trabalho de ordem psíquica e física (espacial). |