Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Nadai, Barbara Lepretti de |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18138/tde-23112021-151831/
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Resumo: |
O mosquito Aedes aegypti é vetor de doenças devastadoras que podem resultar em sequelas graves ou até levar a morte, como é o caso da dengue, chikungunya, Zika e febre amarela. A alta capacidade de adaptação do Ae. aegypti faz com que o controle deste mosquito seja um grande desafio para os órgãos públicos de saúde. O controle efetivo de mosquitos requer sistemas de monitoramento eficazes para a avaliação dos resultados. O monitoramento também pode fornecer conhecimento sobre a distribuição espaço-temporal dos insetos, a avaliação de risco e orientações aos programas de prevenção de doenças transmitidas por mosquitos. Nesse sentido, novos dispositivos tecnológicos estão sendo estudados com o intuito de monitorar mosquitos, por meio da identificação automática das espécies e contagem das mesmas em tempo real. Um deles é o sensor óptico, que é capaz de capturar a frequência de batida de asas (FBA) dos mosquitos. Este sensor pode ser acoplado em armadilhas com o intuito de monitorar mosquitos adultos por meio da FBA. No entanto, para maior acurácia destes sensores, é necessário o conhecimento das condições ambientais que podem alterar a FBA dos mosquitos. Deste modo, o objetivo desta pesquisa é estudar detalhadamente a frequência de batida de asa do mosquito Ae. aegypti, utilizando sensor óptico, em diversas condições ambientais simuladas em laboratório, tais como ausência/escassez de alimento durante a fase larval, diferentes tamanhos de mosquitos, mosquitos criados em água com diferentes valores de pH, distintas temperaturas e umidades do ar e idade dos adultos. Os resultados demonstraram que os dois tamanhos de mosquitos testados influenciaram a FBA das fêmeas em uma correlação inversa. Pôde-se observar que as fêmeas pequenas batem as asas cerca de 40 Hz mais rápido do que as grandes. Já os machos pequenos batem as asas cerca de 40 Hz mais lento que os grandes. O pH da água de criação das larvas impactou a FBA dos adultos e o tamanho do centroide das asas dos machos e das fêmeas. O pH também influenciou o peso das fêmeas. A temperatura influenciou a FBA dos mosquitos, em uma correlação positiva. Pôde-se observar que à temperatura de 28 e 33ºC as fêmeas bateram asas cerca de 56 Hz e 111 Hz mais rápido que as fêmeas em menor temperatura (23ºC) respectivamente. Os machos, à temperatura de 28 e 33ºC, bateram asas cerca de 98 Hz e 170 Hz mais rápido do que os machos à 23ºC, respectivamente. A umidade influenciou a FBA de quase todos os grupos de mosquitos testados, exceto os machos pequenos à 20ºC. A FBA também foi impactada pela idade dos mosquitos, sendo menor nos três primeiros dias após a emergência dos adultos. Os resultados deste trabalho salientam a relevância do estudo das condições ambientais que podem impactar a frequência de batida de asa dos mosquitos. Estes resultados podem auxiliar na melhoria da acurácia dos dispositivos ópticos que utilizam a FBA para a identificação automática das espécies e no aprimoramento do monitoramento dos mosquitos adultos, bem como ajudar na compreensão da ecologia e biologia dos mosquitos. |