Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Castelli, Mariana Zago |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-09112016-152823/
|
Resumo: |
O presente estudo se propôs a explorar o uso de um teste de preconceito implícito (IRAP) e de uma medida de grupo (entrevista sociométrica) para a investigação do preconceito étnico em crianças em contexto escolar. Foram investigados possíveis efeitos de duas intervenções para redução de preconceito que enfatizam características de práticas culturais comuns: descrever contingências de reforçamento envolvendo respostas de tolerância e descrever respostas de punição envolvendo respostas de intolerância. Os participantes foram 65 crianças brasileiras e bolivianas de três turmas do último ano do ensino fundamental, faixa etária entre 10 e 11 anos, e três professoras das turmas correspondentes. A porcentagem de crianças bolivianas nos grupos Controle, Intervenção A e Intervenção B foram, respectivamente, 47,1%, 34,8% e 44%. Foram aplicados o IRAP e a entrevista sociométrica antes e depois das intervenções. Nos resultados, não foram observados efeitos das intervenções, detectáveis com um intervalo de confiança de 95%, nem no IRAP e nem nos dados derivados da entrevista sociométrica. A entrevista sociométrica se mostrou útil para investigar preconceito étnico nas turmas a partir de uma análise das proporções real e esperada de nomeações de aceitação e rejeição de acordo com a nacionalidade, mas não a partir das categorias de status sociométrico. Esse resultado é provavelmente devido à alta porcentagem de estrangeiros nas turmas, equilibrando as nomeações. Uma grande porcentagem dos participantes não conseguiu atingir o critério de porcentagem de acerto (80%) do IRAP nos blocos de prática e outros não conseguiram manter esse critério durante o teste, sugerindo que o critério de 70% empregado em outros estudos do IRAP com crianças é mais adequado. O principal resultado deste estudo demonstrou um índice de preconceito nas salas que já era de conhecimento de algumas das professoras, ainda que não de todas. No entanto, a investigação e quantificação de fenômenos conhecidos é o que permite avaliar os efeitos de intervenções sobre eles, facilitando a realização de novas pesquisas que poderão embasar no futuro práticas e políticas públicas mais eficazes |