Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Ali, Yasmin Cardoso Metwaly Mohamed |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-24022021-153148/
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Resumo: |
Introdução: A dor crônica provoca impacto negativo na qualidade de vida dos indivíduos e requer atenção interprofissional. Objetivo: Avaliar a aceitabilidade e viabilidade da intervenção interprofissional Programa de Controle da Dor Crônica; Avaliar os efeitos da intervenção na crença de autoeficácia, na intensidade da dor, incapacidade, fadiga e sintomas depressivos de pessoas com dor crônica; Verificar a correlação da incapacidade com a crença de autoeficácia, intensidade da dor, fadiga e sintomas depressivos. Método: Estudo quase-experimental do tipo piloto que incluiu adultos com dor crônica de intensidade moderada a intensa. A intervenção foi elaborada com base na Teoria da Autoeficácia e Classificação das Intervenções de Enfermagem e utilizou estratégias educativas e Cognitivo-Comportamentais. O Programa foi realizado em grupo, ao longo de seis semanas, com um encontro semanal de duas horas de duração, aplicado por duas enfermeiras, uma psicóloga e uma fisioterapeuta. O conteúdo do Programa incluiu estratégias educativas sobre o manejo da dor, alongamento e técnicas de relaxamento. A aceitabilidade da intervenção foi analisada por meio da taxa de aceitação em participar do estudo, taxa de retenção (frequência nas sessões), taxa de adesão às recomendações e satisfação por autorrelato. A viabilidade foi analisada pela exequibilidade da implementação da intervenção, disponibilidade, qualificação e treinamento das interventoras, recursos materiais, contexto, fidelidade ao manual da intervenção e alcance da população alvo. Os participantes foram avaliados antes e após a intervenção por meio do Questionário de Autoeficácia sobre Dor, Escala Visual Numérica de dor, Questionário de incapacidade relacionada à dor, Pictograma de fadiga e Inventário de Depressão de Beck. Os dados foram analisados por meio do teste t pareado e correlação de Pearson. Resultados: Entre 48 participantes elegíveis, 25 iniciaram o programa (taxa de aceitação = 52%), 15 concluíram (taxa de retenção = 60%) e 56% participaram de quatro a seis sessões. A taxa de adesão às recomendações do Programa foi muito boa para o alongamento (100%), relaxamento (73,3%) e moderada para caminhada (53,3%). Os participantes consideraram ótimo: acesso ao local (83,3%), sala (66,6%), conteúdo abordado (86,6%) e número de sessões (46,6%). Todos os participantes (100%) afirmaram que o programa deveria ter mais sessões ou poderia ser uma atividade contínua. A análise pós intervenção mostrou aumento significativo da autoeficácia (p=0,004) e redução significativa da intensidade da dor (p=0,024), incapacidade (p=0,012), fadiga (p=0,001) e sintomas depressivos (p=0,042). A análise da correlação entre incapacidade e as demais variáveis mostrou correlação negativa moderada entre incapacidade e autoeficácia (r = -0,601; p<0,001) e positiva moderada entre incapacidade e fadiga (r = 0,603; p<0,001) e incapacidade e sintomas depressivos (r = 0,545; p<0,001). Não se observou correlação significativa entre incapacidade e intensidade da dor. Conclusões: A intervenção interprofissional breve foi considerada aceitável e viável para pacientes com dor crônica. Além disso, contribuiu para melhorar a percepção de autoeficácia e reduzir a incapacidade, intensidade da dor, fadiga e sintomas depressivos. Esta intervenção pode ser aplicada na atenção primária e em serviços ambulatoriais especializados, devendo ser testada em ensaios clínicos randomizados com amostras maiores. |