Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2012 |
Autor(a) principal: |
Prata, Gabriel Atticciati |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11150/tde-15052012-085808/
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Resumo: |
O objetivo do estudo é apresentar um conjunto de alternativas ao mercado de seguro florestal que sistematize o processo de valoração da floresta em apólices de seguro e que proponha os indicadores mais importantes para mapeamento de riscos. Atualmente o cálculo do Valor em Risco (VR) se baseia no custeio ou no valor comercial da floresta. Esse método de cálculo apresenta limitações, pois é comum a seguradora ter que estimar esses valores. Um novo cálculo do VR é aqui proposto e leva em consideração o valor da floresta em função do seu potencial retorno econômico. Esse novo VR considera o fato de que um sinistro interrompe a expectativa de conclusão do atual ciclo de exploração, tendo como conseqüência (i) a perda de uma receita futura que seria obtida com a madeira produzida pela floresta atual, deduzidos os custos futuros; e (ii) a antecipação da ocupação da área com uma nova atividade, que só aconteceria após o término do atual ciclo de exploração. O método proposto é ilustrado com exemplos, sugerindo três modelos base de custeio: Alta, Média ou Baixa tecnologia, aplicáveis em qualquer parte do Brasil. Para o cálculo das receitas, foram geradas oito curvas de crescimento para eucalipto, com incrementos médio anuais (IMA), aos 7 anos, de: 24, 27, 32, 35, 41, 52, 47 e 60 m3ha-1ano-1, nomeadas de BP1, BP2, MP1, MP2, MP3, AP1, AP2, AP3, respectivamente. O novo VR foi aplicado em sete casos reais, em diferentes estados brasileiros. Cada local foi associado com uma estratégia de custos conforme a tecnologia empregada (Alta Média ou Baixa) e vinculado a uma das curvas de crescimento. O preço da madeira considerou valores regionais, e a taxa de desconto utilizada foi de 12% ao ano. Para o Local 1(PR), onde se considerou baixa tecnologia, curva MP1 de produção e madeira a R$45,00m-3, o novo VR se mostrou 5% inferior ao valor da apólice; para o Local 2(GO), alta tecnologia, AP2 e madeira a R$45,00m-3, o método sugere VR 29% inferior; Local 3(MA), média tecnologia, MP3, R$45,00m-3 a estimativa foi 17% superior; Local 4(MG), média tecnologia, MP3, R$33,00m-3, o resultado foi 66% inferior; Local 5(MS), alta tecnologia, MP3, e R$42,50.m-3, a estimativa resultou 41% superior; Local 6, média tecnologia, AP1, e preço R$46,50.m-3 observou-se um resultado 30% superior; e Local 7, média tecnologia, curva MP2, e preço de R$45,00m-3, a estimativa foi 11% superior. Sugeriu-se a utilização de sistemas de informação geográfica (SIG) e da fórmula de Monte Alegre (FMA) como alternativas para mapeamento de riscos. Foram identificados na literatura mapas de riscos de geada (Estado de SP) e de seca (Brasil) e aplicada a FMA em dados de Piracicaba/SP, indicando o benefício de sua utilização. Recomenda-se que o modelo de cálculo e mapas de risco aqui apresentados sejam incorporados pelas seguradoras em suas rotinas de elaboração de apólices de seguro floresta, para que se garanta um adequado respaldo técnico |