Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Zaniboni, Natália Cordeiro |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-17082018-153606/
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Resumo: |
A literatura sobre testes de estresse do sistema financeiro vem crescendo substancialmente nos últimos anos devido à importância destes exercícios, destacada pela crise financeira do subprime, a sequência de falências bancárias em muitos países e a crise econômica brasileira. Este trabalho propõe uma metodologia para testes de estresse, focada em risco de crédito, para o sistema financeiro brasileiro. Após a definição do escopo, o segundo passo de um teste de estresse é a identificação das vulnerabilidades do sistema financeiro, em que se captura as relações entre fatores macroeconômicos e a inadimplência. A maior parte dos trabalhos utiliza um conjunto limitado de fatores macroeconômicos. Este trabalho propôs a utilização de mais de 300 variáveis e uma análise fatorial para obter fatores macroeconômicos que consideram um conjunto mais abrangente de variáveis em um modelo ARIMAX. Além disso, os trabalhos comumente empregam modelos de dados em painel, VAR, séries temporais ou modelos de regressão linear. Porém, a mudança em uma variável raramente afeta outra instantaneamente, pois o efeito é distribuído ao longo do tempo. Neste trabalho é proposto o modelo de defasagem distribuída polinomial, que considera este efeito ao estimar os parâmetros defasados por meio de um polinômio de segundo grau. Os modelos foram construídos utilizando o período de março de 2007 a agosto de 2016 como período de modelagem e setembro de 2016 a agosto de 2017 como período de validação fora do tempo. Para os meses de validação, os modelos propostos apresentaram menor soma dos quadrados dos erros. O terceiro passo é a calibração de um cenário de estresse adverso e plausível, que pode ser obtido pelos métodos histórico, hipotético e probabilístico. Nota-se uma lacuna na literatura brasileira, suprida neste trabalho, em que não há propostas de cenários hipotéticos e históricos (que consideram todas as crises de 2002, crise subprime de 2008 e crise de 2015/2017) para o Brasil. Notou-se que os choques históricos geram valores mais severos que os hipotéticos, e há variáveis mais sensíveis aos diferentes tipos de crises econômicas. Ao verificar o impacto do cenário obtido para as instituições, a inadimplência estimada em cenário de estresse foi de 6,38%, um aumento de 68% em relação ao cenário base. Este aumento foi semelhante, um pouco mais severo, aos choques obtidos na literatura brasileira e ao Relatório de Estabilidade Financeira construído pelo Banco Central do Brasil, que estima que o sistema bancário está preparado para absorver um cenário de estresse macroeconômico. |