Dinâmica Reprodutiva e Influência das Áreas de Congregação de Zangões na Africanização de Apis mellifera (Apidae: Apini) no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Martínez Carantón, Omar Arvey
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17135/tde-13062013-113316/
Resumo: A introdução de 33 rainhas africanas (Apis mellifera scutellata) em 1956, com o objetivo de iniciar um programa de seleção e melhoramento genético no Brasil, e a posterior enxameação de algumas destas rainhas, deu inicio ao processo de Africanização, originando o poli-híbrido, denominado, Abelha africanizada. Este processo envolveu uma série de fatores biológicos e ambientais, cujas interações não são suficientemente claras. Os acasalamentos em abelhas melíferas ocorrem em sítios denominados como Áreas de Congregação de Zangões (ACZ), estes locais têm sido bem estudados em abelhas européias, porém, pouco pesquisados em abelhas africanizadas. Assim, é mister a necessidade de desenvolver novos estudos sobre o comportamento reprodutivo destas subespécies, que contribuíram para a rápida expansão das abelhas africanizadas nas Américas. Foram observados os comportamentos de vôos de 10 rainhas (Apis mellifera carnica e Apis mellifera africanizada) e de 126 e 146 zangões de cada raça, respectivamente. Observou-se 6 pontos, localizados no campus da USP de Ribeirão Preto, os quais poderiam ter uma maior concentração de zangões em vôo. Estes pontos foram analisados por meio de uma rainha fecundada presa a um balão preenchido com gás Helio e determinadas características ambientais. Todas as rainhas retornnaram ao núcleo com a marca de acasalamento e iniciaram o processo de postura. Os dados revelaram que não existem diferenças significativas (? = 0,05%) ao compararmos: A idade da rainha no seu primeiro vôo (T=123: P=0,185); a idade da rainha no vôo do acasalamento (t=1,721; P=0,104); o numero de vôos que cada rainha realizou (T=79,5; P=0,789); a duração do vôo de acasalamento (t=1,065; P=0,303); a temperatura no dia do vôo de acasalamento (t=0,263; P=0,796) e o horário do dia no qual ocorrem os vôos de acasalamento (t = 0,0; P=1,0). A atividade de vôo dos zangões carnicos nunca precedeu o horário as 14:15 e 14:30h para zangões carnicos e africanizados, respectivamente, confirmando que não existem diferenças significativas no período do dia em que estes realizam seus vôos (t = -3,11E-015; P = 1,000). Dos 6 pontos observados, somente um ponto não atraiu zangões à isca. Não foram encontrados diferenças significativas entre as diferentes ACZ (P = 0,109). Ao analisar a velocidade do vento (m/s), a analise de variância encontrou diferenças significativas entre as diferentes ACZ (P=<0,001), porém não influenciando a presença de zangões na isca. Dados coletados neste experimento revelaram que os zangões freqüentam estas áreas durante condições de vento superiores a 4 m/s, e em algumas ocasiões com ventos de 8.1 m/s. Também foi observado que os zangões realizam seus vôos de acasalamento em dias nublados e com pouca luminosidade. Não existiu uma preferência, pelos zangões, por determinadas ACZ, constatando-se que o ambiente oferece muitos espaços abertos típicos de ACZ, garantindo e facilitando o acasalamento destas abelhas.