Idades U-Pb de zircões detríticos do Grupo Estrondo e sua importância para a história geológica do Cinturão Araguaia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Kuberek, Noel Teixeira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44141/tde-18012022-131202/
Resumo: O Cinturão Araguaia é um cinturão orogênico localizado na região centro-norte do Brasil e corresponde à porção setentrional da Província Tectônica Tocantins. Consiste em um orógeno formado durante os estágios finais da amalgamação tectônica do oeste do Supercontinente Gondwana. O fechamento do Oceano Goiás-Farusiano culminou na colisão entre o bloco continental em processo de separação de Rodínia, formado pelos crátons Amazônico, Oeste Africano e Bloco do Parnaíba, com o Bloco Central Africano, constituído pelos crátons São Francisco-Congo, Sahara, Kalahari, Rio de La Plata e Paranapanema. O Cinturão Araguaia foi gerado pela inversão tectônica da bacia sedimentar alongada que existia no aulacógeno entre o Cráton Amazônico e o Bloco do Parnaíba. Nessa bacia, foram depositados os sedimentos que, posteriormente, formaram as rochas metassedimentares do Grupo Estrondo. Existem evidências de variações laterais no preenchimento sedimentar dessa bacia, com sedimentos originados de fontes arqueanas e proterozoicas. No topo estratigráfico do Grupo Estrondo, representado pela Formação Xambioá, prevaleceu a deposição de sedimentos provenientes de rochas ediacaranas. A principal fonte desses sedimentos seria possivelmente o conjunto de rochas formadas na enorme cordilheira montanhosa de escala continental, denominada Orógeno Gondwana Oeste, que teve seu início orogênico por volta de 620 Ma e continuou com diversos pulsos colisionais durante o Ciclo Orogênico Brasiliano-Pan Africano. Os zircões detríticos mais novos encontrados nas rochas metassedimentares da Formação Xambioá (Grupo Estrondo) apontam idade máxima de deposição por volta de 560 Ma. Rochas magmáticas tardi-cinemáticas, associadas às rochas metassedimentares do Grupo Estrondo, possuem idade entre 540 e 534 Ma. Essas idades balizam o ápice orogênico, que gerou o pico do metamorfismo regional, entre cerca de 560 e 540 Ma.