Educação ambiental à luz da análise do discurso da sustentabilidade: do conhecimento científico à formação cidadã

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Sulaiman, Samia Nascimento
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-11062010-112658/
Resumo: O desenvolvimento sustentável tem constituído um campo conceitual e metodologicamente novo, cujo discurso envolve conflitos de interpretação e disputas de interesse. Discurso esse que tem repercutido em proposições teórico-metodológicas no campo da Educação, no que se tem denominado Educação Ambiental e Educação para o Desenvolvimento Sustentável. Buscamos verificar esse cenário por meio da análise da revista Carta na Escola, direcionada ao público docente. O corpus da pesquisa formou-se das séries Sustentabilidade na escola e Caderno de Sustentabilidade, publicadas pela revista entre agosto de 2007 e agosto de 2008. O referencial teórico-metodológico para análise de discurso foi a concepção dialógica da linguagem, ou dialogismo, formulada pelo linguista russo Mikhail Bakhtin e seu Círculo, constituído por Valentin Voloshinov e Pavel Medvedev. O dialogismo enfoca o amálgama indissociável entre linguagem e sociedade. Dessa maneira, analisamos três documentos de referência internacional no tema da sustentabilidade: o Relatório Brundtland, Nosso futuro comum (1987), o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global (1992) e o programa da Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável 2005-2014 (2002), pelos quais identificamos dois discursos do desenvolvimento sustentável: um, relativo ao combate à pobreza e ao atraso tecnológico e outro, referente à cooperação e participação social. E verificamos essa abordagem dicotômica nos textos do corpus, que, de um lado, apoiam a disseminação de conhecimentos científicos como forma de mudar comportamentos insustentáveis e, de outro, o incentivo ao diálogo da escola com seu entorno, como estratégia de participação social e melhoria da qualidade de vida local. A contribuição desse trabalho reside, exatamente, na explicitação dessa dicotomia e sua relevância para que haja coesão e coerência nas ações educativas para a sustentabilidade.