Caracterização miofuncional clínica e eletromiográfica de pacientes adultos com trauma de face

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Silva, Amanda Pagliotto da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-24022016-141522/
Resumo: Objetivo: realizar a caracterização do sistema miofuncional orofacial de indivíduos adultos com fraturas de face, que foram submetidos à procedimentos cirúrgicos distintos para a correção das fraturas (redução aberta e fechada). Métodos: 57 participantes divididos em três grupos: G1- composto por 19 indivíduos submetidos a redução aberta de pelo menos uma das fraturas faciais; G2- composto por 19 indivíduos submetidos a redução fechada da fratura; GC - 19 indivíduos voluntários saudáveis, sem alterações no sistema miofuncional orofacial. Todos os participantes foram submetidos à avaliação que consistiu na aplicação de um protocolo clínico para a avaliação da motricidade orofacial, a amplitude dos movimentos mandibulares e a avaliação da musculatura mastigatória por meio da eletromiografia de superfície (EMGs). Resultados: os resultados indicaram que para avaliação clínica da motricidade orofacial, ambos os grupos com fratura de face se diferenciaram do grupo controle, apresentando prejuízo na mobilidade dos órgãos fonoarticulatórios e nas funções de mastigação e deglutição. Os grupos com fratura de face não se diferenciaram neste item da avaliação. Quanto às medidas de amplitude mandibular, os grupos com fratura de face também se diferenciaram do grupo controle, apresentando maior restrição da mobilidade mandibular. Nesta etapa da avaliação, o grupo submetido à redução fechada da fratura apresentou maior amplitude de movimentos, se comparado ao grupo submetido à redução aberta da mesma, principalmente para a medida de abertura oral máxima. Na avaliação eletromiográfica dos músculos mastigatórios, o grupo submetido à redução aberta da fratura apresentou menor ativação muscular se comparado aos demais grupos. Ambos os grupos com fraturas de face se diferenciaram significantemente do grupo controle quando considerado o índice de assimetria do músculo masseter, apresentando funcionamento muscular mais assimétrico na tarefa de máxima intercuspidação dentária. Conclusão: Os pacientes com trauma de face apresentam alterações significativas em postura, mobilidade, funções orofaciais, amplitude mandibular e na atividade eletromiográfica. O tipo de tratamento médico não influenciou os resultados da funcionalidade muscular no período de até seis meses após a correção da fratura