Comparação entre dieta hipocalórica tradicional e sistema de pontos em adolescentes obesos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Mendes, Mára Della Santa Dovichi
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-13012014-104155/
Resumo: INTRODUÇÃO: A obesidade é uma doença crônica e de etiologia multifatorial, relacionada a fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Apresenta associação com diversas alterações metabólicas já na infância, levando ao aumento do risco de doenças cardiovasculares na vida adulta. O tratamento envolve mudança de estilo de vida, com orientação de dieta balanceada e estímulo à atividade física. O tratamento nesta faixa etária tem apresentado dados limitados, além de altas taxas de abandono. Um tipo original de orientação alimentar é através da contagem de equivalentes calóricos, onde as calorias são convertidas em pontos. O objetivo deste estudo foi avaliar a variação do escore Z do índice de massa corpórea (ZIMC) de adolescentes obesos submetidos à orientação de dois grupos de dieta hipocalórica: tradicional e baseada no sistema de pontos, assim como avaliar variáveis antropométricas, composição corporal, alterações metabólicas, ingestão alimentar e o automonitoramento. MÉTODOS: Estudo clínico randomizado com duração de 24 semanas, com 66 adolescentes com idade média de 13,7 ± 0,7 anos de ambos os gêneros, com escore do IMC >= 2 a <= 4 da curva ajustada para gênero e idade da Organização Mundial da Saúde. Foram verificados peso, estatura, pressão arterial e circunferência abdominal, intensidade de atividade física e automonitoramento, assim como efetuada a orientação nutricional a cada visita. Parâmetros laboratoriais, aplicação da escala de compulsão alimentar periódica, composição corporal e estadiamento puberal, foram avaliados no início e final do seguimento. Os pacientes foram divididos em dois grupos: um que recebeu orientação de dieta hipocalórica tradicional e preenchia o registro de consumo alimentar (RCA) de três dias (Grupo A) e outro que recebeu orientação de dieta hipocalórica baseada no sistema dos pontos e preenchia o RCA diário (Grupo B). RESULTADOS: Quarenta e quatro pacientes concluíram o tratamento. Houve redução do ZIMC nos dois grupos (p < 0,0001), porém a redução observada no Grupo A não foi diferente da observada no Grupo B (p=0,87). Ocorreu aumento da massa livre de gordura (%), redução da circunferência abdominal, pressão arterial sistólica e diastólica, além da massa gorda (%). Houve diferença no escore de compulsão alimentar entre as visitas 1 e 8, o qual se manteve durante o estudo. Verificamos melhora de todos os parâmetros laboratoriais, com diminuição significativa de insulina, HOMA-IR, gama-GT e ALT, não havendo diferença entre os dois grupos. Houve redução do valor energético total nos dois grupos, acompanhada do aumento percentual de proteínas, redução de carboidratos e manutenção dos lipídios. O automonitoramento médio não foi relacionado à variação do ZIMC. CONCLUSÃO: Dieta hipocalórica com orientação tradicional ou baseada no sistema de pontos levou a redução do ZIMC, de marcadores metabólicos e do valor energético total em adolescentes obesos de forma semelhante nesta coorte de pacientes