Brasil, um país novo: literatura cívico-pedagógica e a construção de um ideal de infância brasileira na Primeira República

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Hansen, Patrícia Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-12022008-111516/
Resumo: A partir do final do século XIX, importantes intelectuais brasileiros como Silvio Romero, Olavo Bilac, Coelho Netto, e outros, começaram a produzir livros de caráter cívico para o público infantil. Na primeira década do século XX, a revista O Tico-Tico, primeiro periódico brasileiro dirigido às crianças, iria somar-se àqueles pondo em prática um projeto pedagógico vinculado ao novo status da criança na família e na sociedade. Enquanto \"ser social\", a criança passava a ser vista principalmente como futuro da nação, adquirindo uma responsabilidade que seria simbolicamente reforçada pela utopia do país do futuro. Dialogando com o contexto que se configurou a partir da abolição da escravidão e da proclamação da república no Brasil, os textos cívicos além da tarefa de formar cidadãos assumiram por vezes também um caráter civilizador, divulgando novos valores éticos e sociais que ao mesmo tempo caracterizavam um estilo de vida burguês e subordinavam as escolhas, as relações, os hábitos, os sentimentos e o corpo do individuo a pátria, visando com isso efetuar uma verdadeira regeneração nacional. Nessa perspectiva, a literatura cívica da Primeira República transformou-se em um importante meio para a execução de projetos que visavam a formação de um novo homem, contido em potencial na representação de um ideal de infância brasileira, um escol de cidadãos perfeitos na forma de crianças precoces e viris, cuja construção se constitui no objeto principal deste trabalho.