Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2002 |
Autor(a) principal: |
Galletta, Marco Aurélio Knippel |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-29022016-142011/
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Resumo: |
Foram estudadas 456 gestantes adolescentes « 18 anos) atendidas em pré-natal multiprofissional no Hospital das Clínicas da FMUSP entre agosto de 1997 e maio de 2002, sem patologias clínicas e com início do pré-natal antes da 283 -semana, Investigou-se retrospectivamente fatores que pudessem estar associados com o alto risco descrito de pré-eclâmpsia para esse grupo etário. A incidência de pré-eclâmpsia (PA ~ 140x90 em duas ocasiões e proteinúria significativa) foi de 6,14%, embora em adicionais 13% tenha ocorrido hipertensão sem confirmação da doença em questão, perfazendo a taxa de 19,74% para a presença de qualquer tipo de hipertensão na gravidez. As pacientes com pré-eclâmpsia receberam dieta hipossódica em 59% das vezes e medicação hipotensora, em 43% , sendo a média de proteinúria de 1,27g em 24 h. Tais pacientes apresentaram mais parto cesárea, principalmente por desproporção céfalo-pélvica e distocia funcional, que estava associada com maior risco para indução do parto. O tempo de intemação e de analgesia foi significantemente maior, assim como o uso de anestesia tipo bloqueio (raqui ou peridural). A gravidez resultou em mais recém nascidos grandes para a idade gestacional (GIG), assim como mais recém-nascidos pequenos para a idade gestacional, com os demais dados neonatais equivalentes com o resto das adolescentes. Na análise univariada, estiveram associadas com o diagnóstico de pré- eclâmpsia as seguintes variáveis: estado conjugal solteira ao final da gravidez, a raça negra, o antecedente familiar de pré-eclâmpsia, o peso matemo ao início do pré- natal, o ácido úrico com 32 e 36 semanas, a hipocalciúria com 36 semanas e a placenta localizada lateralmente com 26 e 30 semanas, assim como o ganho de peso semanal a partir da 213 semana e a pressão arterial sistólica e diastólica a partir da 253 semana. Na análise multivariada, permaneceram independentes e significativos apenas as variáveis antecedente familiar (OR=3,85), estado civil solteira (OR=2,80) e o ácido úrico com 32 sem (OR=I,76). Assim, parece que o mecanismo fisiopatológico associado a pré-eclâmpsia comporta não somente dados biológicos e genéticos, como também questões psicossociais e nutricionais, que necessitam ser melhor estudadas |