Abrindo possibilidades de expressão: como os surdos observam e interpretam o mundo?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Giacomet, Alessandra
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47131/tde-29092015-171510/
Resumo: O objetivo deste estudo é apresentar as múltiplas experiências humanas e subjetivas das pessoas surdas, e seus modos singulares de viver, sentir e refletir a vida. Para responder à questão norteadora, como os surdos observam e interpretam o mundo?, subdividi em quatro temas as narrativas advindas das entrevistas: 1) Família; 2) Comunidade Surda; 3) Educação e 4) Representação Social da Surdez e dos Surdos. E das anotações de campo, os temas: 1) Cultura Surda; 2) Acessibilidade; e 3) Corpo que Sinaliza. Nesta composição, busquei apoio teórico em Lane (1992) por descrever e refletir a cultura surda americana, servindo de comparação à cultura surda brasileira. Participaram das entrevistas cinco interlocutores surdos. Como método, optei por usar as narrativas, Benjamin (1985) das experiências de vida dos interlocutores, cedidas por meio das entrevistas e das anotações no diário de campo. Para transcrever/traduzir as entrevistas, Brito (1995) apresentou-se como uma importante interlocutora do campo da Linguística, para fundamentar sobre o sistema de transcrição dos enunciados da Língua de Sinais. As considerações finais foram elaboradas a partir dos campos da Antropologia (Augé, 1997; 1999); Sociologia (Bauman, 2003; 2005); Psicanálise (Safra, 2006; 2009) e Estudos Surdos (Strobel, 2009; Quadros, 2007). As formações subjetivas; as heterogêneas experiências de vida; o mundo de relações com o outro; as premissas culturais que conduzem suas vidas; aspectos particulares e universais de sua historicidade; o contato com a arte, a poesia, a espiritualidade e com as diversas possibilidades de expressão humana, entre outros, são indicativos que nos levam a compreender o modo singular que cada um dos interlocutores observa e interpreta o mundo