Avaliação videofluoroscópica da deglutição de cápsulas em adultos e idosos assintomáticos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Souza, Laís Flavia de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17151/tde-09092022-090637/
Resumo: Introdução: A deglutição é um processo complexo e dinâmico, na qual estão envolvidos músculos da respiração e do trato gastrointestinal, coordenados pelo córtex, tronco e nervos cerebrais. Com o envelhecimento ocorrem alterações estruturais e funcionais, que podem causar desconforto durante a deglutição, bem como, durante a ingestão de medicamentos. Desta forma, são frequentemente modificados para facilitar a deglutição pela população idosa e também pela população jovem, que muitas vezes também são alvos dessa dificuldade. Objetivo: Avaliar a deglutição de cápsulas em mulheres e homens, adultos e idosos assintomáticos. Método: Foram avaliados 49 indivíduos assintomáticos, inicialmente submetidos a um questionário com dados de identificação, história clínica e informações sobre deglutição de medicamentos e dividido em três grupos: G1- adultos jovens entre 18- 39 anos, G2- adultos de meia idade entre 40 a 59 anos e G3- idosos com 60 anos ou mais. Em seguida, responderam o instrumento EAT-10 para identificar os sujeitos assintomáticos e após inclusão nos critérios do estudo, os sujeitos foram submetidos à videofluoroscopia da deglutição (VFD). Na VFD foram ofertadas quatro cápsulas gelatinosas, duras, duas tamanho #00 (grande) e duas tamanho #01 (pequena) preenchidas com sulfato de bário, de modo aleatório e randomizado, e um copo de água com bário diluído para cada cápsula. Os participantes foram orientados a ingerir as cápsulas com auxílio do líquido, uma por vez, o mais próximo possível do habitual. Após a deglutição de cada cápsula foram orientados a assinalar, em uma escala visual analógica de 0 (fácil) a 10 (muito difícil), o quão difícil havia sido a deglutição. Foi realizada análise qualitativa e quantitativa dos achados. Resultados: A dificuldade de deglutição de medicamentos foi relatada por 28,6% dos participantes. Os indivíduos necessitaram de maior volume de líquido para as cápsulas grandes e o aumento do volume de líquido durante a deglutição das cápsulas ocorreu com o aumento da idade. Os homens idosos necessitaram de maior volume de líquido para a deglutição das cápsulas grandes. Não houve diferenças para as medidas de tempo entre os tamanhos, no entanto houve diferenças entre os grupos para o tempo preparatório oral e tempo de trânsito oral para a deglutição das cápsulas. As cápsulas encontravam-se predominantemente no dorso da língua no disparo da fase oral e na base da língua no disparo da fase faríngea. Para a escala visual analógica os participantes que mencionaram dificuldade de deglutição de medicamentos informaram maiores escores e estes também foram maiores para as cápsulas grandes comparadas às pequenas. Conclusão: Concluímos que houve diferenças entre os grupos durante a deglutição de cápsulas, sugerindo que a idade interfere nesta função. O tamanho da cápsula interfere no volume de líquido necessário para a deglutição, bem como no grau de dificuldade durante a ingestão das cápsulas.