Trabalho e sexualidade em dois grupos de mulheres autonômas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Neves, Nina Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100135/tde-30092021-103843/
Resumo: Ao longo de todo o século XX foram diversas as conquistas femininas em muitos países do mundo. A redução da fecundidade, o aumento da escolaridade e do emprego feminino e os novos arranjos familiares ampliaram as oportunidades de viver e de sobreviver fora do casamento. Apesar disso, desigualdades continuam a se desenvolver, sendo as atividades e o trabalho masculino e feminino desigualmente valorizados. Apoiada em um referencial teórico-metodológico fundamentado a partir dos estudos culturais, sociologia da sexualidade e perspectiva feminista, esta pesquisa teve como principal objetivo observar em que medida a profissionalização feminina, em dois grupos de mulheres socialmente distintos, teria efeitos sobre a experiência sexual. A questão investigada foi se e como as conquistas femininas na esfera pública estariam relacionadas à experiência da sexualidade de mulheres contemporâneas. Para tanto optou-se por observar a evolução de indicadores sociais disponíveis nas Séries Históricas e Estatísticas do IBGE que pudessem trazer informações sobre a magnitude dessas modificações sociais mais amplas, como a fecundidade, a escolaridade, o emprego e os arranjos familiares. Tais informações foram também observadas em relação com expressões dos feminismos no país. Em seguida, foi desenvolvido um estudo empírico e exploratório, realizado com dois grupos de mulheres autônomas participantes de grupos voltados para apoiar o empreendedorismo feminino. Foram realizadas vinte entrevistas individuais e semiestruturadas com mulheres dos dois grupos (10 de cada grupo), interrogando-as tanto sobre suas trajetórias educacionais e ocupacionais, como suas percepções e práticas sobre a sexualidade. Os achados foram tabulados em uma tabela que possibilitou sistematizar a caracterização dos grupos e das participantes por meio de sub-quadros e, posteriormente, foram tratados a partir de uma Análise de Correspondências Múltiplas, permitindo captar dimensões mais finas além daquelas esperadas para a variação da experiência segundo a classe social. Eles sugerem que a experiência e a percepção sobre a sexualidade, entre estas mulheres empreendedoras, dependem da classe social, mas também de outros fatores, como a idade e o estado civil